quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Três irmãos

Eu sou a mais velha dos três, a única mulher, e eles me paparicam sim. É claro que não foi assim sempre, quando éramos pequenos nos engalfinhávamos por qualquer besteira, por qualquer discordância e por tudo mesmo. Hoje somos adultos (ou aprendendo a ser!) e nosso interesse é no nosso bem estar comum, nos nossos sonhos e planos pro futuro. Nós crescemos e nos tornamos mais que irmãos, mas amigos e cúmplices. Não brigamos mais, é muito difícil qualquer discussão, mas quando acontece nosso comportamento é íntegro, pedimos desculpas e nos reconciliamos, por que não há nada pior do que irmãos que não se entendem.

Ítallo é o homenzinho da casa, tem 20 anos, está se formando em Matemática no final do ano e também estuda Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Ele é muito inteligente e mais até do que isso, é muito esforçado. Tem um senso de justiça incomum e cada dia está mais parecido com papai. Ele tem aquele jeitão caladão, na dele, mas isso é apenas pra quem vê de fora, por que ele é um gaiato e enche o saco de quem "pegar ar" com as brincadeiras dele. Mas até mesmo disso eu sinto falta, da sua companhia, das suas brincadeiras e da encheção de saco... E do modo como ele quer resolver tudo com apenas um gesto, de como ele se transforma em situações de crise, ele é alguém em quem você pode confiar. Eu o amo pelo seu caráter bom e pela sinceridade do seu ser.

Renato é o caçulinha e quando ele era criança era um chato, brigão e adorava se meter em encrenca. É incrível como a personalidade dele de hoje, tão doce e carinhosa, difere daquele menino típico "café-com-leite" de todas as brincadeiras, que a gente só aceitava por que senão ninguém mais brincava. Hoje, aos 19 anos, ele é o queridinho de todos e apesar dele não ser lá tão interessado nos estudos quanto deveria, ninguém consegue ficar realmente chateado com ele por isso. Como, se ele é a primeira pessoa que me abraça quando eu chego em casa, me chamando de gostosa, de nêga, me dando selinhos e apertando minha bunda? É impossível! Eu o amo pela bondade da sua índole e pela doçura da sua personalidade.

E mesmo que eles não fossem nada disso, eu ainda os amaria por quem são e o que representam em minha vida, meus irmãos, meus amigos, meus cúmplices.

Sangue do meu sangue para sempre.

Um comentário:

Adriano disse...

amor mas q lindo adorei o texto, te amo