sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Das verdades que só eu sei

"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso, às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'."
(Caio Fernando Abreu)
Eu não vou mentir, não tem sido fácil. Sei que as notícias por aqui são sempre de alegria e felicidade e não é que elas sejam mentira, não são, até porque ninguém pode viver triste, pelos cantos. Pelo menos eu não consigo viver assim. Mas ainda assim tem sido difícil, me bate tristeza, melancolia, saudade. Eu ainda penso nele todos os dias, eu ainda lembro dele nos gestos de outras pessoas, eu ainda quero contar pra ele cada pequeno acontecimento do dia. Eu não passei três anos da minha vida com ele à toa, é claro que ele é especial e que eu sinto falta dele na minha vida. É claro que valeu a pena.
Eu sei, eu sei, todo o #mimimi de que eu escolhi assim e agora tenho que aguentar tudo o que vem junto com as minhas escolhas, eu sei. Na verdade, eu nem deveria dizer essas coisas aqui, sofrer calada é melhor para não dar aos outros o gostinho de se comprazer com a minha infelicidade. Mas sabe? Não importa. Eu não ligo a mínima para a opinião de quem não gosta de mim. E sabe o que mais? Vai passar. Eu não sou o tipo de pessoa que vive infeliz, eu prefiro acreditar no amor, na vida, nas pessoas. Eu não sou do tipo que guarda mágoas por muito tempo, ao menos que seja algo realmente grave.
Eu não tô planejando gostar de ninguém agora, eu nem ao menos quero que alguém entre na minha vida nesse momento. Quero sofrer o que eu tiver que sofrer e um belo dia ver que tudo passou, que nada do que eu vivi foi mentira, mas é passado, já ficou pra trás. O que restou foi amizade, carinho e respeito. E daí, quem sabe, depois do meu amadurecimento encontrar alguém legal pra ficar (♪ e agora eu vejo aqueeele beijo era o fim... ♪).
É, eu também sei que ninguém encontra ninguém quando quer. Pior, geralmente a gente encontra quando nem ao menos tá procurando. Mas o que eu quero dizer é que mesmo sem querer encontrar alguém agora, eu sei que se acontecer, isso não vai me impedir de tentar, eu ainda acredito no amor. O meu coração tá machucado, mas eu não vou desistir de ser feliz. Talvez uma Jullyane mais madura, menos exposta, mais realista, possa entender que os sonhos nem sempre se realizam, por mais lindos que eles sejam. E que tudo o que eu vivi foi lindo e valeu a pena, mas se não deu mais pra continuar, que fiquem os bons momentos e o aprendizado. Tudo na vida tem uma razão de ser.
Não importa que alguém sorria de prazer por me ver triste hoje. Amanhã, ou depois, ou depois (quem sabe?), eu vou ser feliz de novo. Porque felicidade é viver, ela está em cada momento singular do dia, está nos pequenos prazeres, na simplicidade, num acontecimento, num reconhecimento, numa mudança, numa novidade boa. Nas pequenas coisas que a gente nem nota. Mas, principalmente, a felicidade está em nós mesmos e quando a gente está bem isso se reflete na nossa vida de todas as formas.

2 comentários:

Bel disse...

É isso, menina. Você está no caminho certo. ;)

Bjooo

Anônimo disse...

Isso, linda, bola pra frente. Mas ainda prefiro os posts com fotos suas. Beijos