quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O essencial é invisível aos olhos

Ela é meu pedacinho de chocolate branco e eu a amo muito. Minha amiga linda, loira e sorridente. O sorriso é maior que a boca e os olhos são sua janela para a alma. Sabe aquela pessoa que não sabe fingir? Intensa na alegria e na tristeza. Ciumenta. Possessiva. Assumida. Mas não é por ser má, é por amar demais, por querer bem.
Lembro da primeira vez que a vi, no protocolo da faculdade, me atendendo. Ela gostou de mim, de cara, o que é raro, devido à minha cara de metida, rs. Coincidentemente, entrei na turma dela para pagar algumas disciplinas e a amizade foi chegando devagarzinho. O cotidiano, os problemas, as farras, a força nas horas difíceis, o apoio, o carinho sincero, o amor, nos tornou amigas, confidentes, companheiras.
Não, a gente não concorda com tudo. Sim, de vez em quando até rola um stress. Mas nada sério demais, nada que dure mais que alguns segundos, nada que ofenda a quem somos. Tem coisas que são só nossas, como as caretas, os segredos, as 'brigas' no msn pra saber quem ama mais quem e o 'chocolate branco' que é ela, e o 'chocolate ao leite', que sou eu. Ela é alguém que eu sei que posso contar e confiar. É alguém que eu desejo a felicidade, acima de tudo. Porque ela é uma pessoa iluminada, que merece todas as bençãos. Inclusive, a maior delas, ela já tem. É um anjo e atende pelo nome de Gabriel.
Jaque, amo você, feliz aniversário!
P.S.: Essa é nossa foto preferida!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Os livros e eu

Lembro do primeiro livro que eu li (Meu livro de histórias bíblicas), eu o ganhei de um vizinho que estava paquerando a minha mãe na época, rs. Eu devia ter uns 6 anos e adorei o presente. O livro tinha uma capa amarela com letras vermelhas e contava as histórias da Bíblia de maneira simples, pois era um livro para crianças. Tinha muitas ilustrações lindas e eu o li muitas e muitas vezes, ainda o tenho, bem acabadinho e sem capa, na casa de mamãe.
Logo depois veio a minha paixão pelos gibis da Turma da Mônica que minha prima fazia coleção. Eu devorava vários, passava as tardes lendo enquanto os primos brincavam de correr e se pendurar nas árvores. Minha prima até me deu alguns poucos que eu ainda não havia lido, antes da minha viagem para Sorocaba.
Lá pelos meus 9 anos veio a paixão pelos livros de histórias infantis que minha tia, professora de alfabetização, tinha na estante da casa dela. De histórias da Bruxa Onilda à Pedro Bandeira, eu lia tudo, fascinada. As férias na casa de papai eram uma festa para mim. Ele logo percebeu e me incentivou, me dava livros de presente e eu lia tudo o que caía nas minhas mãos. Aos 13 anos adorava os Clássicos da Literatura, o primeiro que li foi A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo e fiquei encantada quando descobri que o livro já tinha sido novela, queria que fosse reprisada para que eu pudesse assistir.
Li praticamente tudo dos Clássicos. José de Alencar, Machado de Assis, Bernardo Guimarães, etc. Me aventurei por Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco (como eu chorei com Amor de Perdição!) e Júlio Diniz. Me encantei com Fernando Pessoa aos 14 anos, depois de ler A marca de uma lágrima, de Pedro Bandeira, em que o autor colocava a personagem Isabel como fã do poeta português. O que me fez ter curiosidade para ir atrás do trabalho do heterônimo e dos homônimos do escritor. A marca de uma lágrima e Pedro Bandeira foram um livro e um autor que marcaram minha adolescência como nenhum outro.
Logo depois veio a fase das cartas. Fiz amigos pelo Brasil todo por meio das palavras e dos correios. Chegava em casa correndo e olhava logo a caixinha do correio, às vezes esperava o carteiro na porta de casa, ansiosa com as notícias dos meus amigos. Foi uma época de trocar experiências, de beijos, ficantes, brigas com os pais, expectativas e sonhos pro futuro. Eu não trocaria essa experiência por nenhuma outra, mesmo pela internet. Receber uma carta é algo que faz bem demais. Saber que alguém que está longe dedicou um tempo pra você, quis dividir a vida com alguém que não conhece fisicamente, sabendo que ela não tem nenhum interesse, só amizade pura e simples. Gente, isso não tem preço!
As cartas vinham de todo o Brasil, com a amizade de pessoas tão especiais que ainda hoje fazem parte da minha vida, que cresceram comigo em muitos aspectos. [Patty, Michelle, amo vocês. Ainda vou conhecê-las, prometo. Nem que seja quando for madrinha do casamento da Patty, rs. Não é lindo? Ela me convidou!]
Leio muito, é a minha paixão e o meu vício. Hoje eu leio livros, blogs, até e-books, quando a grana aperta, porque por mim eu teria uma imensa biblioteca cheia dos meus livros preferidos, os que já li e os que ainda vou descobrir. Não tenho palavras para dizer o quanto eu preciso de livros para viver bem. Tantas coisas maravilhosas descubro todos os dias por causa deles, tantas idéias e opiniões diferentes posso encontrar, quanto entretenimento, quanto alento para minhas dificuldades. Tudo eu posso encontrar nos livros. Cabe o infinito dentro de algumas páginas. E este infinito cabe dentro de mim.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

*Não há títulos*

Eu não sou boa com títulos, nunca fui. Se você procurar nesse blog todo achará alguns razoáveis, mas poucos que eu realmente tenha gostado. E não é que eu não dê valor aos títulos, muito pelo contrário, acho que eles são muito importantes, o que chama atenção pro texto, o que dá um gostinho todo especial pra você querer ler mais, mas olha, não tenho insight pra coisa. Eles nem são essenciais, mas fazem muita diferença.
Sei lá o que é, não faço a mínima idéia, simplesmente não tenho boas idéias e acabo caindo no óbvio. Acho que as minhas habilidades com as palavras são em discutir sobre o assunto, interminavelmente, voando em várias direções, como faço na maioria das vezes, não em rotulá-los ou chamar a atenção para eles. Gostaria de aprender a fazer isso, usar minha massa cinzenta e ser criativa com títulos.
O que eu gosto mesmo é de partilhar minhas idéias. Eu gosto é da discussão, de provocar, incitar, saber de outras opiniões. Por isso mesmo adoro os comentários. Tem coisa mais deliciosa do que escrever aquele texto inspiradíssimo e receber as opiniões, críticas e elogios? Adoro os comentários sinceros, as opiniões de quem tem alguma coisa pra partilhar. Adoro. E adoro comentar também, nem sempre eu posso, às vezes leio e não comento, mas se eu tiver algo interessante para dizer, pode apostar que eu vou comentar. Agora, títulos... Títulos não são comigo. Então, me desculpem os clichês e obviedades neles contidos e continuem lendo meus textos com títulos 'meia-boca', tentem pensar que o conteúdo talvez seja melhor que o início.
*Tô aceitando telecurso supletivo para aprender a colocar títulos que prestem nos posts. 'Ajudael'!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Decepção

Decepção s.f.
1. Ilusão perdida.
2. Desapontamento.
3. Malogro de uma esperança.
4. Desilusão.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Fim do ano


O final do ano em Teresina foi muito divertido, fiz um monte de coisas legais que há tempos não fazia, como por exemplo ir ao cinema, principalmente com meus primos Layanne e Jorge, que adoram a combinação cinema + sushi, rs. Deve tá no sangue ou alguma coisa assim, assistimos Avatar e Planeta 51, esse último só com pestinhas no cinema. Também fui, enfim, assistir Lua Nova, mas com minha #melhoramigadomundotodo Martha. Fazia muito tempo que a gente não se divertia juntas e fofocávamos tanto. Encontramos no shopping, coincidentemente, parte da galera da Ufpi, que estava por Teresina, mas como eu tava morrendo de saudades da cerveja gelada e do caldo de sururu do Salute, não ficamos com eles. E também que a gente queria fofocar, né? Colocar todos os babadinhos em dia, rs.

A melhor e a de sempre!

Outra coisa gostosa foi encher meu afilhado lindo de 'xêros'! Afinal, sou uma madrinha ausente por morar longe, mas não ingrata, quando posso, dou um jeito de ir vê-lo, compro presentes, porque, enfim, é criança e precisa desse tipo de demonstração de carinho. Eu queria vê-lo mais, ficar próximo sempre, mas já que não dá, me esforço pra fazer o possível. O que eu adoro é que por mais que eu passe meses sem vê-lo, e pra criança isso é muito coisa, ele não me estranha, nunca. Ele é quietinho por natureza, não é de falar (quase não fala, na verdade), só fica me olhando com esses olhos enormes dele, de quem até poderia ser meu filho, e fica abraçando minhas pernas, quando alguém diz pra ele abraçar a madrinha, rs. Fofo, fofo!

Lindo da madrinha!

O Natal foi na casa de mamys, como sempre. Algumas tias por lá (tia Bibi, tia Laodicéia e tia Ester) e alguns de seus filhos (e filhos dos filhos também), cardápio condizente com a data, e, inclusive tenho que me gabar e dizer que o meu frango gratinado foi mais requisitado que o peru! Também fiz a sobremesa, dou um doce se alguém advinhar qual?!? Musse de maracujá, lógico! Layanne odiou, esqueci que ela detesta maracujá desde as lancheiras de escola da infância.

Família que eu amo!

Irmãos, parte de mim, sempre...

Eu confesso que gostaria de ter tido uma irmã, mas eu sou tão louca pelos meus irmãos que não me faz muita falta, quer dizer, não de verdade. Eles são tão diferentes um do outro, mas sempre estão do meu lado. E o melhor é que eles me olham e dizem: 'sou mais você, minha gata' e eu começo a ver que tudo é mais fácil a partir daí, de quando eu tenho certeza que eles estão me apoiando. A gente conversa, a gente se entende.
Também tenho que contar do presente de Natal que ganhei deles. Nós temos o hábito de sempre nos presentearmos em casa, aniversário, natal, enfim. Eu dei a eles camisetas pólo, lindas e cheias de estilo, que sou uma irmã antenada, rs. E dessa vez o presente que ganhei me provocou risadas, Ítallo disse que eu precisava de um conjunto de lingerie vermelha, porque 'toda piriguete precisa ter um' e 'já que eu estava solteira...'. Todo mundo morreu de rir quando ele fez esse anúncio, no meio do terraço, com todo mundo ceando. Esse meu irmão é gaiatinho demais!
Layanne, Jorge, tia Laodicéia e Paulo
Jarlane, João, Maria Clara, tia Bibi e tio Nivaldo Henrique, Bruno, Lucas e tia Ester Tias e mamys
Lay, Jorge, eu e Ítallo
Bruno, meu primo lindo (Cuidei dele quando nasceu, tô velha, socorro!!!)
João - todo lindo de Tyrone (Backyardigans)
Então, que dia 30.12 peguei o Guanabara com destino à São Luís, queria rever amigos, lugares e conhecer Vinicius, meu sobrinho torto que há tempos eu prometia conhecer, desde que ele nasceu, em 2007. É, eu sei que faz tempo, mas eu tive meus motivos e sei que Livia os entende. O importante é que eu o conheci, nós brincamos juntos e nos apaixonamos um pelo outro, tanto que ele até tinha ciúmes quando alguém ficava muito perto de mim, principalmente Eduardo, aí então ele fechava a cara e nem queria mais papo comigo, zangado, rs.
Vinicius and me
Ô beijo bom!
No dia da virada do ano, planejamos ir pra Litorânea, entre beber, dançar, olhar os fogos, enfim, mas ao sair de casa, começou a chuviscar e no caminho pra praia (fomos a pé, já que o apartamento de Livia é bem próximo à praia) percebi que eu havia perdido o dinheiro que havia colocado na bermuda. Voltei as duas quadras que tínhamos caminhado para ver se encontrava e... nada! Será que dá azar perder dinheiro no reveillón? Espero que não, viu!? Xô, mandinga!!!
A chuva piorou e nós decidimos não sair mais de casa, já que Vinicius não podia ficar sozinho e muito menos ficar na chuva e nós íamos para a praia, então, ficamos olhando os fogos da varanda do apartamento, tomando Heinekens, conversando sobre a vida e brindando a 2010.

Livia e eu

Uma das melhores coisas que me aconteceram em São Luís, foi rever pessoas, muitas delas que eu não via há uns 4 ou 5 anos. E o melhor de tudo foi ser super bem recebida por elas e pela família delas, que eu achei que talvez nem me reconheceriam. Bobagem minha, me fizeram festa, perguntaram por onde eu andava e porque não aparecia mais. Fiquei tão feliz (eu sou tão boba!)!
Numa dessas, fui aprontar na Cohab, no Bloco das Penelópes Charmosas, com um povo que eu adoro!
Caio, Thalitta e eu
Ele é o culpado de tudo! Eduardo

Entre outras, também aproveitei para curtir a night ludovicence com Eduardo, já que o resto do povo nos abandonou. Foi ótimo, muita conversa para colocar em dia, depois de tanto tempo sem contato, regado a cervejas, abraço e muito carinho, é claro.
Como diria Vinicius: tim-tim!
Essa é tradicional, né?
Também não podia ir em São Luís sem ir na praia, né? Mesmo que aqui também tenha muita praia, sempre é diferente. Fomos pra praia de São Marcos, que é a mais próxima do apartamento de Livia, na Litorânea. Almoço na praia, cerveja e conversa jogada fora: bom demais!

Livia e eu O casal Livia e Luís (Vinicius tava zangado comigo, não quis tirar foto!) Abraço bom
Rever minha amiga Keylla foi outra coisa maravilhosa, éramos vizinhas quando eu morava em Teresina e praticamente na mesma época nos mudamos, eu para Parnaíba, e ela, para São Luís. Desde então, só tínhamos nos visto uma vez, de passagem. Revê-la, saber que ela está bem, a mesma doida de sempre, relembrar os velhos tempos de micaretas, festas e presepadas... Nossa, não tem preço! Keylla é uma pessoa muito especial, sabe dessas que são iluminadas com alegria e bom humor constante? Que riem mesmo quando está tudo dando errado? Que preservam isso apesar da idade e das dificuldades da vida? Pois é, essa é ela. E como eu amo essa doidinha! Eu, ela e Eduardo costumávamos aprontar muito quando ele ia para Teresina, 'Zé Pereira' (pré-carnaval que acontece uma semana antes do carnaval), carnaval, micaretas... Era muito bom!
Por isso mesmo, fomos dar as caras no pré-carnaval do Vinhais, no Bloco do Boneco Guelo, depois pizza, cervejas, conversas e risadas! Só pra matar saudade, ou aumentá-la, rs.
Um beijo pra matar a saudade!
Como nos velhos tempos... Como tem que ser!
Beijos, beijos!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Por enquanto

"Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre?
Sem saber, que o pra sempre
Sempre acaba..."
(Cássia Eller - Por enquanto)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Episódios de amizade

"Conheça alguém hoje e se amanhã ou pouco tempo depois sua mente não tiver espaço para recordar desse alguém... faltou algo. Conheça alguém hoje e logo comece a fazer planos para nunca mais deixar de estar ao lado desse alguém... assim nasce uma longa história do que chamamos de amizade. Essa história fala de amizade. Uma boa amizade com seus percalços, é claro, mas acima de tudo, inabalável.
Então, descobri bons motivos para estar ao lado de alguém. Sorriso fácil, alegria contagiante, carinho, inteligência, e acima de tudo, simplicidade. Estar ao lado desse alguém significa descobrir e vivenciar muitos melhores momentos do meu tempo. Viver no tal do sistema nunca foi fácil, mas lá estou junto dela e meu mundo se transforma. Nada de pensamentos estressantes, nada de tristezas e sim, somente sentir as alegrias que ela traz consigo. A música pode não ter qualidade, a cerveja pode estar quente, pode estar faltando um dinheirinho no bolso. Posso até estar gripado. Não importa ou me preocupo. Estou com ela, escutando suas palavras, sérias ou cheias de molecagens, que me fazem sentir outro mundo.
Na maior parte do tempo, usamos alguns meios de comunicações que encurtam o espaço. Não moramos no mesmo lugar. Por internet, telefone ou cartas, não é como estar olhando seu rosto, seu sorriso, seu jeito elétrico de ser, sentindo seus abraços... mas encurta a distância.
Existem momentos difíceis pra todos. Existem momentos para superar crises. Crises que, às vezes, precisamos sair só. Sendo assim, pessoas se afastam umas das outras, precisando de espaço e concentração para pensar. Aconteceu comigo. Um emprego ruim, o abandono e, por conseguinte, a crise. Negócios vieram e se foram sem sucessos. Foram alguns anos em que ela não merecia escutar palavras depressivas. De certa forma, amigos ajudam-se em momentos difíceis. Mas de outra certa forma, amigos torcem pelos amigos para que surjam somente acontecimentos bons em suas vidas. Esta segunda forma foi a que escolhi. Talvez ela não concorde, pedirei desculpas depois, mas foi o que achei melhor naquele momento. Tudo o que eu havia vivido ao seu lado foram alegrias. Tristeza não deveria fazer parte de sua vida.
Foram longos anos evitando más notícias. Só que, crises vêm e se vão. Aquela havia chegado ao fim e faltava contar-lhe as novidades. Porém foram longos anos. Havia abandonado aquela boa amizade por aqueles motivos, por aquela escolha. Começou a passar em minha mente um daqueles filmes com finais estranhos, incompletos e meio sem graça. O final era ver aquela grande garota cercada de muitos outros bons amigos e amigas, vivendo uma carreira cheia de sucessos, vivendo uma grande paixão, vivendo outras formas de comportamento, pois pessoas mudam. Depois de tanto tempo sem contatos, o pensamento era o da mudança, de que aqueles bons dias de antigamente se passaram, de que se tornaram inesquecíveis e de que um dia tudo acaba mesmo. Coisas da minha mente que fazem sentido, mas que não deveria ter certeza destes pensamentos.
2009 foi o ano das cartadas decisivas que deram certo. Uma vida mais tranqüila e cheia de tempo para poder fazer o que gosto. Foi um ótimo ano que se transformara em excelente quando no penúltimo dia, atendi a um telefone e surpreendentemente voltei a ouvir uma voz inesquecível, igual, que significava energia, como aquela de antigamente. Aquele telefonema durou poucos minutos, suficientes para reavivar uma história adormecida há vários anos.
Assim começa mais um episódio desta longa e duradoura amizade. No último dia do ano, lá estava ela abrindo a porta para seu sorriso brilhar aos meus olhos, provocando um abraço. Quanto tempo! Quanta saudade! Foi um abraço curto, pois deve-se cumprimentar as pessoas da casa quando vamos visitá-las, é claro. Porém, pouco tempo depois, lá estávamos juntos finalmente contando as novidades, saboreando uma bebida. Daí pra frente...
Pelo menos um ‘não vou poder estar com você’ daqui pra frente, serão as minhas palavras em lugar daquela atitude. Tudo o que eu pensava antes de ela reaparecer eram só pensamentos e não a realidade. Obrigado, Garota!
Como foi escrito antes, moramos longe um do outro. Aqueles meios de comunicação diminuem o espaço, mas o lado bom mesmo é quando acontecem os encontros. Ainda não contei como me sinto quando estes encontros têm que terminar, pois a rotina normal deve continuar. E é aqui que está a parte ruim dessa história. Como exemplo, posso descrever os últimos minutos em que ela esteve aqui nos primeiros dias de 2010. Estava em seus braços nos últimos minutos, conversando sobre vários assuntos. A hora de partir chega e seus últimos movimentos a mim visíveis foram os do embarque. Os dias normais por aqui - sem ela por perto - estavam de volta. O caminho por mim a ser percorrido naquele momento era o de casa e os primeiros passos foram ainda na rodoviária, lotada de gente esperando as suas horas de embarque. Lotada e ao mesmo tempo tão vazia. Olhava pra todas as direções pensando em achar alguma distração. Tentava concentrar-me em um ‘até logo, pois tudo está normal’. Era tudo sem cor, sem seu cheiro, sem sabor. A dor da partida, infelizmente, inevitável partida, imperava. Demora alguns dias para isso desaparecer e finalmente imperar a idéia do até logo.
Enfim aqueles dias voltaram. Mensagens vêm e vão, os bons e velhos e-mails estão de volta e as expectativas e ansiedades de um novo encontro também. Mesmo que demore, o sentimento nunca morre. Agradeço a ela por existir, pois assim também existo. Dormir tendo bons sonhos, acordar cheio de vontade para enfrentar os percalços da rotina e dormir para sonhar outra vez, são sintomas de uma boa e inesquecível amizade.
Eu te adoro, Jullyane!
Até logo!
Eduardo"
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É claro que eu chorei, me emocionei, agradeci a Deus por existir no mundo alguém tão doce, cuja amizade é tão forte ao ponto de parar pra escrever coisas tão lindas para uma amiga. É verdade que ele acha que eu sou uma pessoa muuuuito melhor do que eu sou de verdade e eu adoro isso. E todos dizem que ele é tão tímido, mas eu sei que ele se sente à vontade para falar sobre tudo e qualquer coisa comigo, apesar dos anos que estivemos distantes, é como se não tivesse passado nem um minuto desde a última vez que tínhamos nos visto
Ele é amigo há muitos anos e nós compartilhamos bons momentos, risadas e porres juntos. Nós temos histórias engraçadas pra contar, mas nós também já brigamos e fizemos as pazes, já nos irritamos e nos perdoamos. Nós temos certeza que a amizade que nos une é verdadeira e acima de qualquer coisa é o que nós não queremos que se perca. Nós conhecemos as famílias um do outro. Nós transformamos nossas vidas só por nos conhecermos em um reveillón em que nem imaginávamos que nos traria um para a vida do outro, pois cada pessoa que você conhece torna parte da sua vida e a modifica de alguma maneira. E nós resolvemos que a nossa amizade é um bem precioso demais para se perder no tempo.
É isso, eu o adoro. E não conseguiria guardar só pra mim um email tão lindo e tão emocionante, resolvi dividir com vocês mais esse episódio da minha vida. Um reencontro. De amigos e de almas.
Beijos, beijos!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Desafio Literário

Vi no blog da Bel, que viu no Blog em Construção a agenda do Desafio 2010 By RG proposto pelo blog Romance Gracinha – leituras para 2010! Um livro por mês, com algumas exigências específicas. É claro que eu adorei a idéia, né? Porque, sinceramente, não é novidade para ninguém por aqui o quanto eu sou louca por livros. Pra falar bem a verdade, talvez até um pouquinho obsessiva, rs. Tipo, tá bom, eu admito, não consigo me sair muito bem no cotidiano em geral se estou lendo alguma coisa que eu gosto, fico mesmo muito concentrada, absorta, com a cabeça nas nuvens, passo sono, fome, enfim, é um desastre. Mas eu adoooro, amo ler uma coisa bem gostosa e fácil, ou algo realmente interessante e que mexa com meu raciocínio, ou só uma coisa com a qual eu me identifique muito, ou apenas um livro totalmente mulherzinha mesmo. Adoro os livros e todos os mistérios que contém neles.

À custa de me parecer ecologicamente incorreta e contra o desenvolvimento sustentável e responsabilidade sócio-ambiental, devo admitir que não gosto de e-books. Prefiro livros, papel, folhas reluzindo palavras totalmente misteriosas e convidativas à minha frente. Com cheirinho de novo, de velho, de livro. Veja bem, não é que eu não goste de ler pela tela do computador, tem muitos blogs que eu visito por aí que poderiam facilmente desmistificar isso, mas nada se compara ao bom e velho livro. Ao prazer de tê-los e saboreá-los ao meu bel prazer no momento em que eu quiser e quantas vezes eu sentir vontade. E o melhor, sabê-los ansiosos por minha companhia. E também espalhar a magia de suas companhias por aí, quer dizer, não empresto livros para qualquer pessoa, apenas às que são cuidadosas e que eu sei que não vão seqüestrá-los nem nada parecido e com muitas recomendações, diga-se de passagem. Mas, me digam, vocês também não se sentem bem ao mostrar a algumas pessoas desavisadas o quanto elas estão perdendo? Bom, eu sim. Muitíssimo bem, pra ser mais exata.

O Desafio é ler um livro por mês, previamente escolhido de acordo com as regras do Desafio para o mês. É claro que eu não vou conseguir ler apenas um livro por mês, mas farei um relatório/resenha sobre o livro lido para o Desafio todos os meses e juro que estou muito empolgada com tudo isso. É a primeira vez que me ocupo com um projeto desses, sempre vi a Bel cheia deles, me dava vontade de fazê-los, mas ao mesmo tempo, há toda uma responsabilidade em se comprometer, pelo menos, para mim, há. Não gosto de fazer nada pela metade.

Então, segue o desafio para cada mês de 2010:

Janeiro

Um Romance de Banca ao estilo da Nova Cultural, Harlequin, entre outros livros vendidos em bancas. Vale qualquer segmento, Clássico Históricos, Momentos Íntimos, Júlia, Sabrina, etc… (Esse vai ser o mais fácil de todos! Já li uns 5 e ainda nem começou o mês direito)

Fevereiro

Um livro que nos remeta aos contos de fada. Não necessariamente um livro infantil, pode ser uma adaptação, ou até um livro psicológico. (Ainda não pensei muito bem sobre isso, talvez Alice no país das maravilhas ou alguma coisa tipo Eragon ou Crônicas de Nárnia, será que irei gostar?)

Março

Um clássico da Literatura Universal. Só vale aquele que você nunca leu na vida. Sabe aquela coleção em destaque na estante que está lá só para fazer bonito? É lá que você vai pescar esse. (Opa! Adoro Literatura Universal! E tem alguns Jane Austen por aí que eu ainda não li)

Abril

Um livro de escritor(a) Latino-Americano. (Eu gosto de Gabriel García Marquez)

Maio

Um livro chick-lit, ou seja, literatura mulherzinha, estilo Becky Bloom, Bridget Jones, Melancia, etc. (Praticamente eles pulam para mim, me adoram! Acho até que leio um – ou mais – deles por mês. Vou adorar, podem ter certeza disso.)

Junho

Um livro de um(a) escritor(a) brasileiro(a). (Também é fácil, adoro literatura nacional, to pensando em Martha Medeiros, pra ser bem sincera)

Julho

Um livro adaptado para o cinema, cujo filme você ainda não assistiu. (Aí me pegou, porque eu já li muito livro e assisti muito filme na vida. Maaasss, é um desafio, não é? Que graça teria se fosse tudo fácil? Esse eu vou ter que pesquisar. Talvez Brumas de Avalon, sempre quis assistir e nunca consegui.)

Agosto

Um romance policial. Vale os autores mais clássicos ou autores do romance “romântico” policial. (Nunca li Sidney Sheldon ou Ághata Christie, não tenho certeza se vou gostar, mas o bom do desafio é ampliar nossos horizontes)

Setembro

Um romance histórico. (Ahn? Tipo o quê? Épico ou apenas que suas histórias tenham ocorrido há séculos atrás? Pesquisas, pesquisas!)

Outubro

Um livro que contenha uma lição de vida. Pode ser ficção ou não-ficção. (Bom, também vou pesquisar sobre esse. Será que pode ser Marley e Eu ou algo nesse sentido?)

Novembro

Um livro de escritor(a) de Portugal. Com a aproximação ortográfica porque não uma aproximação literária? (Eu adoro Fernando Pessoa e Florbela Espanca. Será que pode ser poesia?)

Dezembro

Um livro (ficção ou não ficção) que tenha a palavra “Coração” no título. (Xiii, esse vou ter que pesquisar bastante, mas não vou desesperar, se não encontrar nada muito substancial, tenho certeza que deve ter milhares de Julias e Sabrinas com “Coração” no título)

É isso, super animada com o Desafio, 2010 vai ser bom demais e cheio de leituras interessantes! ;)

Beijos, beijos!