quinta-feira, 4 de março de 2010

Desafio Literário Fevereiro - Alice no País das Maravilhas

Título original: Alice's Adventures in Wonderland.
Publicado originalmente em: 1865.
R$: grátis, só imprimi e encadernei, baixei aqui.
Resumo:
O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai em uma toca de coelho e vai parar num lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas. O livro faz brincadeiras e enigmas lógicos, o que contribuiu para sua popularidade. Carroll também faz alusões a poemas da era vitoriana e a alguns de seus conhecidos, o que torna a obra mais difícil de ser compreendida por leitores contemporâneos. É uma das obras escritas da literatura inglesa que tiveram mais adaptações na história do cinema, TV e teatro.
Sobre o autor:
Lewis Carroll é o pseudônimo de Charles Lutwidge Dodson (1822-1898), escritor e matemático inglês. Conhecido por seus livros infantis Alice no País das Maravilhas (1865) e Alice no País dos Espelhos (1872). Charles diplomou-se em matemática em Oxford (1854) e foi ordenado diácono (1861), mas não seguiu carreira religiosa. Por ser gago e tímido, preferia a companhia de crianças. Desprovidos do moralismo pesado próprio das obras para crianças de seu tempo, os livros sobre Alice fazem, além disso, uso freqüente do contra-senso e do paradoxo. Carroll também foi desenhista, fotógrafo e autor de livros sobre matemática.
[CONTÉM SPOILLERS]
Alice no País das Maravilhas é a obra mais conhecida de Lewis Carroll e uma das mais célebres do gênero literário nonsense, sendo considerada obra clássica da literatura inglesa. Alice é uma menina muito curiosa que enquanto ouve sua irmã ler um livro sem figuras, vê um coelho um tanto estranho passar correndo ao seu lado. O que chamou a atenção dela é que o coelho falava sozinho e consultava um relógio de bolso. Fascinada e intrigada com a visão decide segui-lo, até que ele entra em um buraco em uma árvore. Decidida a ver o coelho mais de perto, ela o segue e quando entra no buraco, percebe que está caindo lentamente e por um bom tempo, até chegar a um corredor cheio de portas.
Alice localiza uma chave em uma mesa que abre uma porta muito pequena e através desta porta ela vê um lindo jardim, sentindo muita vontade de ir até lá, percebe que porta é muito pequena para que ela possa passar. Então, ela encontra uma garrafa contendo um líquido em que no rótulo lia-se, "beba-me" e um bolo com uma etiqueta escrita "coma-me". Curiosa, Alice prova dos dois e descobre que um deles faz com que ela diminua de tamanho e o outro a faz crescer. Mas ela sente muita dificuldade para utilizar ambos, já que em determinados momentos fica uma gigante para passar pela porta para alcançar o jardim e em outro ela fica pequena demais para poder alcançar a chave que dá acesso ao lugar. Enquanto Alice estava transformada em uma gigante ela se desesperou achando que nunca mais voltaria ao seu tamanho normal e chorou muito, formando ao redor de si um lago de lágrimas. Mas ao descobrir que poderia encolher novamente, ela encolhe em demasia e acaba caindo no lago formado pelas lágrimas que ela derramara em seu estado de desespero.
Ao atravessar a porta e chegar ao jardim, Alice descobre que chegou em um País encantado, ao País das Maravilhas. A partir daí as aventuras (engraçadas em alguns momentos) de Alice estão apenas por começar. A medida que ela vai conhecendo os habitantes do país e os locais, ela começa a se dar conta de que a razão e o conhecimento do cotidiano dela param de fazer sentido, nada parece o "certo" e tudo parece estar ao contrário. Além disso, Alice sentia que tudo era natural, animais falando, coisas e fenômenos absurdamente sem nexo e muitos lugares estranhos. Acredito que isto seria nada mais que o nosso mundo, visto de forma metafórica. Percebi perguntas interessantes no livro, "De que tamanho você quer ser?", "Isso depende bastante de onde você quer chegar" e para ambas as perguntas, Alice respondeu respectivamete "Oh, não sou muito exigente quanto ao tamanho" e "O lugar não importa muito". São perguntas que nem nós, adultos, sabemos responder direito.
Alice, à medida que vai caminhando pelo País das Maravilhas, passeia pela floresta, participa de jogos, de um julgamento, de um chá, conhece as casas e as personagens que fazem coisas "estranhas" e engraçadas, como o Coelho Branco, os ratos sensíveis, o Rei de Copas, a histérica Rainha Copas, o Gato Cheshire com sua peculiar característica de aparecer e desaparecer a todo momento, a Lebre, Hatter, o Chapeleiro Louco e os seus convidados da esquisita festa de chá, o Rato do Campo, a Lagarta que lhe dá conselhos preciosos, o Pombo, a Duquesa, o Cozinheiro, o Grifo, a Tartaruga Falsa, o Valete de Copas, etc. Durante o julgamento do Valete de Copas, Alice não se deixa intimidar pelas histerias da Rainha de Copas, e defende o Valete contra as falsas acusações. Motivados pela atitude de Alice, todas as outras cartas se levantam e a batalha das carta começa. Neste momento, Alice acorda e acredita que tudo não tenha passado de um sonho.
Acredito que o livro é como se fosse a descrição perfeita de um sonho, onde a pessoa conseguiu lembrar-se de todos os detalhes, mas não consegue explicar fatos que não poderiam acontecer na vida real. No fim do livro, a irmã de Alice, diz que cada som que Alice ouviu, correspodem a algo no mundo real, como o lamento da Tartaruga Falsa é o mugido dos bois no pasto.
Gostei do livro, nunca havia lido na infância, só assistido ao Clássico da Disney, que todo mundo também deve ter assistido, rs, óbvio. Acho que além de trazer entretenimento para crianças, o livro também aborda certas questões existenciais que intrigam a maioria das pessoas. A personagem sonha com animais e um reinado totalmente diferente. Um mundo em que a identidade, personalidade, tamanho, memória, lugar, língua, conhecimento, distância, gramática, sensação, velocidade, progresso e tempo são completamente simples de serem mudados.
Então, é isso, não consegui escrever a resenha de fevereiro em fevereiro, desculpem! O mês foi corrido, teve Carnaval e muitas outras coisas que me impediram, mas deixo aqui minhas boas intenções de publicar a resenha de março, em que tenho que ler um Clássico da Literatura Universal, dentro do mês de março.
Beijos, beijos!
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3 comentários:

Bel disse...

Nem li, pra não 'sujar minha imaginação", porque ainda não escrevi a minha resenha. Mas tenho justificativa, né? E pelo menos terminei de ler!

Bjoooo

Lulu on the Sky® disse...

Só vi o desenho, não li o livro, mas to ansiosa pra ver a versão do Tim Burton pras telonas.
Amiga, comenta de novo pq sem querer deletei seu comentário.. sorry.
Big Beijos

Naiara disse...

Era o meu filme favorito na infância! Eu também não li o livro só assisti ao filme, inclusive estou esperando ansiosamente pela versão do Tim Burton que sai no próximo mês. Ótima dica de livro :)