sábado, 29 de maio de 2010

Desafio Literário Maio - A vida sexual da mulher feia

Título: A vida sexual da mulher feia
Publicado em:
2005
R$:
grátis, imprimi e encadernei, baixei aqui.
Sinopse:
"Nunca tive vergonha do meu corpo, embora meus dois irmãos achassem que eu deveria ter. Andava apenas de calci­nha ou mesmo despida dentro de casa, até meus peitos crescerem tanto que se tornou impossível lavar a louça do almoço sem que eles mergulhassem na pia cheia de detergente. Foi quando meu pai pediu que minha mãe esclarecesse para mim as diferenças entre meninos e meninas, e então meu busto foi encarcerado para toda a eternidade em grandes sutiãs de bojo acolchoado que ela mesma comprava, muitas vezes em lojas de gestantes, para que eu me sentisse mais confortável. Eu sou aquela que muda o cabelo e sempre fica pior, que sai de roupa nova e ninguém repara, que passa festas inteiras fin­gindo que dança com os amigos, quando na verdade está dançando sozinha. A mulher feia não é apenas uma deformação da estética. A mulher feia é um estado de espírito."
Sobre a autora: Claudia Tajes nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 1963, e conta que renasceu no ano de 2000, quando estreou na literatura. Antes de tornar-se escritora, era uma redatora publicitária das mais requisitadas e criativas. Ela sempre escreveu profissionalmente, trabalhou em diversas agências importantes, criou textos de todo tipo, e costuma dizer que, nessa época, era quase feliz. É que Claudia seduzia as pessoas com as palavras e ficava contente de ver os seus textos fazerem sucesso, mas ela tinha uma falta que ardia por dentro, uma ausência linda e doída que acabou se transformando em histórias e personagens. Escreveu alguns roteiros para televisão e tem 6 livros publicados: Dez (Quase) Amores, As Pernas de Úrsula, A Vida Sexual da Mulher Feia, Dores, amores e assemelhados, Vida Dura e Louca por Homem.
[CONTÉM SPOILLERS]
A vida sexual da mulher feia é um livro muito engraçado, poucas páginas, dá pra ler facilmente em poucas horas. Ju (olha aí, hein? praticamente minha xará!), como é conhecida para disfarçar seu nome de batismo - Jucianara - é dona de um humor negro e de uma autocrítica impagável. Ela nos apresenta sua vida desde as primeiras impressões, como quando ela percebe que é feia, passando pelo primeiro beijo, primeira transa e primeiro abandono até as relações mais amadurecidas, em que mesmo assim, ela nunca encontra estabilidade. Suas descrições são livres de eufemismos, algumas vezes até com requintes de crueldade. Mas, como é a própria que se deprecia, não fica politicamente incorreto.
O primeiro amor de Ju é um menino da escola - Artur, para quem ela deu praticamente todos os seus brinquedos (e os dos irmãos), seus lanches e sua devoção durante o pré-primário. É claro que ele é o garoto mais lindo da classe e no dia em que ela entrega um coração com a letra A, dizendo ser pra ele, ele responde que não quer, então, no auge da sua coragem aos seis anos ela retruca: "Mas tem a letra A. De Artur. É porque eu gosto de você" e ele responde com sua calma infantil: "Não quero que você goste de mim. Você é feia". Ela não desiste e continua com sua impassível paixão até que tudo acaba quando o garoto muda de escola, deixando-a arrasada.
O primeiro beijo acontece com um primo - Renan - por quem ela não sentia nada. No entanto, ela deixou que ele a beijasse por pena, por ele, tão feio quanto ela, se declarar apaixonado. Mas depois do beijo, o primo saiu correndo e nunca mais voltou. Ela só o vê novamente muitos anos depois, no casamento dele com uma loira classificada em terceiro lugar num concurso de modelos e ele - que já não é mais feio - a trata formalmente, como se nada tivesse acontecido.
Suas aventuras sexuais começam com um colega do terceiro ano, Marcos, o único que parava para conversar com ela, então, um dia ele a convidou para assistirem tv na casa dele e ela, obviamente, aceitou. A transa rápida ainda foi custeada pela divisão de um pacote de jujubas. “Mulheres costumam esconder sua primeira vez no sexo. Com as mulheres feias a tendência é acontecer o mesmo, com uma diferença: no caso delas, é o deflorador quem prefere evitar a divulgação dos fatos”. Os encontros acabam no dia em que Marcos revela que está apaixonado por uma garota e que pretende namorá-la. Ju, nem mesmo assim se abala e diz que não se importa, contato que eles continuem se vendo. Ele não aceita. E ela fica arrasada, mais uma vez.
Ela vai nos apresentando cada uma de suas histórias, entre as que chegaram a acontecer algum fato até outras em que ela apenas se apaixonou pelo homem. O histórico afetivo inclui, entre outros, um cobrador, um índio pintor frustrado, um motoboy e um porteiro. Os dois últimos se tornam, inclusive, namorados.
O motoboy, Otelo, tragicomicamente sofria de ciúmes doentios, desconfiando de todos os seus atrasos e atacando sua maneira de se vestir, até que ela não aguentou mais e terminou com ele. Ele ameaçou se matar. Ela não desistiu. Ela nunca ouviu nenhuma notícia no jornal que mostrasse que ele tinha cumprido a promessa.
O porteiro, Rocha, trabalhava na mesma empresa em que Ju era locutora de rádio, era bonito, 1.90 m de altura, loiro e educado. Um homem que Ju nunca imaginou que fosse se interessar por ela, mas ele apresenta suas intenções formalmente e logo começam a ter um relacionamento público. É claro que quando a esmola é demais o santo desconfia. Rocha a torna sua cozinheira, lavandeira, se instala em sua casa, mas não consegue ter uma relação sexual com Ju, levando-a praticar sexo oral nele, dia após dia, sem que ele jamais retribuísse. Eles ficam juntos sete meses, tempo recorde de relacionamento para Ju, até que ela perde a paciência com ele e termina o namoro.
No formato de teses, a escritora define e exemplifica os horrores vividos por Ju, nos fazendo rir e chorar com as desventuras da personagem. Não há um final feliz, ela não se torna bela, não fica rica, nem nada parecido. Senti falta de um desfecho mais claro para a personagem, mas entendo que a autora quis colocar de forma que parecesse uma história real.
Ainda não decidi qual livro de autor nacional irei ler para o próximo mês, então, aceito sugestões, rs. Pensei em Martha Medeiros, Tudo o que eu queria te dizer ou Doidas e Santas, mas não tenho certeza. Dicas?
Beijos, beijos!
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quinta-feira, 27 de maio de 2010

.do excesso e do intenso.

Hoje é aniversário de 3 anos do Excesso Intenso, blog da minha amiga Intense que eu seeeempre falo e cito por aqui. Sabe, eu costumo dizer que amizade não entende nada de geografia e é verdade. A amizade começa despretensiosa, principalmente no mundo dos blogs, você lê um blog aqui, outro ali, se identifica com as ideias, começa até a admirar o estilo de escrever, porque é certo que cada pessoa tem o seu, então um belo dia você se torna leitora assídua, comenta, se emociona, participa. Enfim, a amizade e com ela emails, revelações, telefones, sms, mais emails, carinho, ombro, colo, amor, amizade.
Não sei extamente em que momento passei a vê-la como minha amiga, a pensar nela quando vejo algo que eu sei que ela gostaria (como quando vou numa loja de bichinhos de pelúcia, rs), a contar sobre meu cotidiano, conversar sobre os meus problemas, enfim, a considerá-la como parte da minha vida. Não uma pessoa distante, mas alguém presente, que eu sei que vai estar lá, mesmo com tantos quilômetros nos separando.
Algumas pessoas podem achar que é uma amizade impossível, mas acreditem, não é. A tecnologia nos permite criar laços indissociáveis, permanentes e verdadeiros. E sabe o que é melhor? A delicadeza, a despreocupação, a leveza, a sinceridade. Claro, a presença faz falta. Quantas vezes eu quis que ela estivesse comigo, presente numa festa ou numa viagem? Mas de outras formas eu a sinto em minha vida, numa sms de madrugada, num email imenso, numa ligação inesperada. Eu a sinto verdadeiramente interessada em me entender, me apoiar, rir comigo.
Participar da sua vida através do Excesso Intenso me deixa muito orgulhosa, porque suas palavras me emocionam, me intrigam, me fazem rir e chorar, me prendem do começo ao fim. Por que ali tudo é essencialmente Intense, mas tudo tão Dani, que não dá pra não amar e admirar a força enorme que vem da sua 'dupla personalidade'. Elas não seriam nada uma sem a outra, se misturam e se completam.
Flor, você já sabe, mas não me custa dizer...
~ Love U ~
Que o Excesso Intenso tenha muitos e muitos anos de vida e nós muitos e muitos anos de amizade!
S2

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Porque se for pouco, eu não quero*

"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos, um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoraçao ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia."
Martha Medeiros (trecho de Divã)
Eu acho que não vale a pena viver de aparências, de exaltar o que é aceitável aos olhos dos outros, de se preocupar demasiadamente com o que é visto como 'correto'. Tá certo, vivemos em sociedade e ninguém vai sair por aí enlouquecendo, concordo. Mas, convenhamos, a vida certinha demais é muito chata. Não provoca, não anima, não desconserta, tudo bem, não faz sofrer, mas também não faz feliz. Não aquela felicidade de estufar o peito, de chegar aos olhos, de embriagar e transformar tudo.
A gente é feliz com coisas simples, mas simplicidade não significa mediocridade. Simplicidade é um abraço delicioso ao acordar, é poder segurar a mão de quem você ama na pizzaria, é conversar até altas horas na madrugada e se sentir mais próxima de uma amiga querida, é descobrir que seu cabelo acordou tão lindo como se você tivesse ido ao cabeleireiro e gasto uma fortuna com ele. Mas principalmente a felicidade é viver intensamente, errar, sofrer, aprender, dar a volta por cima, se sentir de alma lavada, perceber depois de um tempo que tudo passou e com isso que você viveu tudo o que tinha para viver, fez o que podia para dar certo e se reconstruiu para uma nova fase. Afinal, a vida é feita de ciclos.
Viver intensamente é aproveitar a vida em seus excessos. Começou um relacionamento? Seja feliz pra sempre, mesmo que o 'pra sempre' um dia acabe. Apenas você pode saber o amor que traz dentro do peito, ninguém mais está apto para julgar. Se acabou, você tem todo o direito de sofrer como bem quiser. Coisa mais chata as pessoas quererem que fiquemos bem instantaneamente. Todo mundo tem seu tempo. De construir e reconstruir. Ninguém tem botão liga-desliga, sentimos falta dos relacionamentos, dos momentos em que fomos mais felizes, de tudo o que nos fez amar tal pessoa, essa nostalgia que a gente sente com os términos é normal. E mais, tem coisas que a gente sempre vai lembrar com carinho, mesmo que o amor não exista mais. Isso é fato. E quem pode nos culpar por isso? Porque acabou não significa que não valeu a pena, que não ficou nada de bom.
A vida é pra ser celebrada, não temida. Em todas as suas complexidades há que ser explorada. O que vivemos vira história, busca, ciência, aprendizado. As alegrias nos divertem, os obstáculos nos fazem crescer. Mas o mais importante é que a gente saiba o que nos faz bem, o que nos faz feliz, independente da opinião de A ou B. Viver requer uma boa dose de coragem, viver bem requer o equilíbrio entre a razão e a loucura.
"Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa qualquer entendimento." (Clarice Lispector)
*Me apoderando do slogan da minha amiga Intense.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Dica de viagem: Festival de Inverno em Pedro II

Dizer que eu adoro viajar é até redundante, todo mundo que vem aqui tá cansado de saber disso. Mas mais do que gostar de viajar eu aprecio deixar as pessoas informadas sobre os passeios que fiz, os preços, o que curti, o que recomendo, para que mais pessoas possam sentir vontade de conhecer também os lugares que eu fui. Acho legal dar dicas, porque se a gente se interessa em conhecer é sempre bom ter referenciais, certo?
Minha dica de hoje (que eu já cansei de falar no twitter) é para um evento que ainda vai acontecer, mas como já fui a algumas edições, me sinto completamente capaz de recomendar a vocês o Festival de Inverno da cidade de Pedro II - Piauí. É, eu admito que tenho uma quedinha pela cidade onde a família do meu pai nasceu e cresceu e onde eu também morei por uns dois anos quando criança. Mas Pedro II é uma cidade encantadora que dispensa bajulações, recheada de roteiros turísticos interessantes, como a Trilha dos Mirantes (onde você pode ver a Santa, o Gritador e a Curva do Cotovelo), a Cachoeira do Salto Liso (onde se pratica rapel e outros esportes radicais), Cachoeira da Arara, as Minas de Opala (únicas no Brasil), o Museu da Roça, o Sítio Buritizinho, Parque Pirapora, além de sítios arqueológicos e um city tour muito interessante através de lojas de artesanato, joalherias de opala e o centro histórico da cidade, onde podemos ver casarões do século XIX, Igrejas, Museu e muita coisa bacana.
O Festival de Jazz, Blues, Artesanato e Ecoturismo está no seu 7º ano e pelo seu palco já passaram muitos nomes do cenário musical nacional e internacional, como: Hermeto Pascoal, Dominguinhos, Oswaldinho do Acordeon, Renato Borghetti, Ithamara Koorax, Yamandú Costa, J.J. Jackson, Derico e Sindicato do Jazz, Arthur Maia, Víctor Biglione, Danilo Caymmi, Kenny Brown, Leila Pinheiro, Ivan Lins, João Bosco, Marina de la Riva e muitos outros artistas de peso que mostraram seu talento em solo piauiense.
Depois de dois anos sem ir, estarei dando o ar da minha graça por lá, de 03 e 06.06.2010, para rever a cidade, meus padrinhos e primos, meus amigos (incluindo a Lya, tô morrendo de saudades, amiga!) e assisir aos shows de Maria Rita, Fernanda Takai, Zeca Baleiro, Stanley Jordan, entre outros. Levando na mala muita animação, ansiedade e saudade, tenho certeza que vai ser bom demais! #ficadica
Beijos, beijos!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Amizade é um amor que nunca morre

"As pessoas realmente ligadas não precisam de ligação física. Quando se reencontram, mesmo depois de muitos anos afastados, sua amizade é tão forte quanto sempre!" (Deng Ming-Dao)
Saudade gigante delas!
*Na foto: Thalita, Denille, Larissa, Wládia, eu e Líllian. Faltando Paulinha e Sammya para a foto ficar completa!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

...quando o amor acaba...

"Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que deixou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva."
(Caio Fernando Abreu)
Uns dias atrás, numa conversa com minha amiga Éryka, relembrei muitas coisas sobre o meu namoro, ela sempre defensora de que deveríamos voltar (embora nós dois afirmemos a ela que isso não vai ser possível). É claro que doeu, que me deixou triste, que me fez pensar num bocado de coisas. Não, eu não penso em voltar, mas me dói lembrar que tudo o que foi já não é mais. Como a cumplicidade e o amor tão grande que tínhamos acabou ao ponto de hoje nos falarmos o estritamente necessário, como se fôssemos estranhos?
Lembrar dele nos momentos doces, nas declarações de amor e nas suas qualidades me fazem querer ter tido outras atitudes, ter lutado mais, ter dado outras chances, mas sabe? Tudo isso se passa em dois segundos, porque logo em seguida eu lembro claramente de todas as vezes que tentei, e muito. De tudo o que fiz pela relação. De tudo o que engoli. De tudo que tentei superar. E eu também sei que ele tentou de todas as formas que pôde. E eu olho pro meu coração e não vejo mais amor dentro dele. Vejo carinho, respeito e até nostalgia, mas amor, eu sei que não tem.
Todo fim é complicado, deixa mágoas, rancores, cada um leva do outro coisas que são invisíveis e que não há como exigir de volta. E o que vivemos também não tem como deletar da memória, trazemos conosco lições de vida, bons momentos, aprendizados de tudo o que passou. O amor acaba, a gente, não. É um processo entre a turbulência, o fim e o depois, mas passa. É normal que passe, mesmo que fiquem arestas mal aparadas, mesmo que restem sentimentos. Só o tempo é bondoso o suficiente para tornar as emoções mais amenas.
A Intense falou tudo o que eu queria dizer:
"deixar de amar tb dói. os olhos ficam crus, a gente começa a pensar, a enxergar falhas, pequenas maldades puras, nasce mágoa, tristeza - que, embora ruim, é preciso tb, pra fazer a gente ter mais malícia, enxergar tudo mais racional, analisar, pesar, principalmente se não fez isso durante, só no depois. pensar pequenas verdades dói, pro amor, no amor. é uma alfinetada nele, que se encolhe, resmunga, lacrimeja. deixar de amar dói muito. só q os dias vão passando, e a gente não morre. a falta, a saudade bate, a gente apanha, e não morre. as perguntas surgem, e a gente não morre. os fds vem e vão, e a gente não morre. conversa com outras pessoas, recebe ligações, msgs, emails, depoimentos...e não morre, e começa a ver q não vai morrer mesmo - quem diria? nem eu mesma. "

terça-feira, 11 de maio de 2010

Mel, Chorinho e Cachaça

Tenho que contar para vocês que esse Festival foi tudo e mais um pouco, amei de coração! Eu já conhecia Viçosa, inclusive pela mesma época do ano passado também fiz um passeio por lá. Só que não estava tendo nada na cidade, foi apenas um dia para curtir entre amigas, diferente desse ano que fomos preparadas para aproveitar todo o Festival. Quem nunca ouviu falar sobre a cidade, pode ir lá na Wikipédia, que tem um monte de informação sobre Viçosa do Ceará.
Bom, viajamos na sexta à noite com Laécio, eu, Gg e Letícia, para ficarmos hospedadas na casa da Janice, namorada dele, ambos nossos amigos. Fomos muito bem recebidas, então, só posso agradecer pela hospitalidade de toda a família. Muito bom ter anfitriões que fazem de tudo para nos sentirmos em casa. É claro que já aproveitamos a sexta para curtir o Festival e apesar da chuva torrencial, deu pra aproveitar um pouco de Ítalo e Reno.
Lety and meVamos levar pra casa?
No sábado não conseguimos acordar cedo, sabe aquele clima perfeito pra dormir um montão? Aproveitamos mesmo! [Voz da minha consciência: 'coisa mais feia, a sua mãe não ensinou que não pode dormir até tarde na casa alheia, não? tsc tsc'] À tarde, fomos dar uma volta na Igreja do Céu, ver os quiosques de artesanato, cachaça, chocolate, docinhos caseiros, huuummm, uma tentação só! Confesso que tomei uns golinhos de chocolate quente com chantilly, um verdadeiro pecado pro meu regime, mas simplesmente impossível de resistir!
Maridinhas
Tentação demais, ai ai Delícia! Igreja do Céu Vista de Viçosa... muito linda!

Bom, à noite tinha mais atração, inclusive show dos Demônios da Garoa e estávamos super ansiosas e não sem motivos, já que eles são uma verdadeira lenda. Chorinho, samba, não importa, eles se garantem em todos os quesitos. Enquanto o show não começava, encontramos muitos amigos de Parnaíba, Viçosa, entre outros. Nos esquentamos do friozinho e da neblina terrível tomando maracuchaça, uma verdadeira delícia de cachaça feita com e servida no próprio maracujá!

Amigos de Cocal
Maracuchaça
Rafael: ele tá em todas!
Demônios da Garoa
Tietando

O show dos Demônios da Garoa foi o melhor de todos, imperdível mesmo, eles cantaram de tudo, até um pouco de pop rock dos Paralamas do Sucesso em ritmo de samba, mas todo mundo foi mesmo à loucura quando eles cantaram Trem das Onze, no finalzinho do show. É claro que a gente aproveitou a deixa para tietar e tirar foto com eles, que são super queridos e simpáticos, nos receberam (e a outras pessoas também) no camarim deles super bem, apesar de rapidinho, rs. Depois do show, descemos para outra praça, em que tinha mais show, na Arena Sesc, só que nem ficamos muito tempo, começou a chover e só queríamos ir para casa e ficar quentinhas, hehe. Rodrigo nos acompanhou até metade do caminho, depois encontamos uns amiguinhos meio doidos, que nos acompanharam até em casa. Certo é que todo dia conhecemos várias figuras durante o Festival.

Rodrigo e nós


No domingo, aproveitamos a tarde para passear novamente pela Igreja do Céu, um lugar que a gente não se cansa de olhar, seja pela beleza da cidade ao redor, do clima delicioso ou das delícias que encontramos por lá, como a Cachaça Viçosense, fabricada na terra, recomendada por mim, rs. Sessão de fotos, wathever, turista é turista em qualquer lugar e nada como pagar mico tirando fotos em todos os lugares.
Garotas-propaganda
Lety, Janice, eu e Gg
Mel, Chorinho e Cachaça em Viçosa
Olhando por nós
Neblina cobrindo Viçosa
Escadarias da Igreja do Céu
Sorriso fácil

Como tinha jogo da final do campeonato cearense, Fortaleza vs. Ceará, fomos assistir no Nova Opção. Fomos induzidas a torcer pelo Ceará, já que a torcida era mais numerosa, incluindo Janice e nossos amigos, hehe, então fizemos todas as farras pro Ceará, mas infelizmente, apesar de toda a nossa torcida e sofrimento, o Fortaleza ganhou nos pênaltis, mas fizemos mais amigos por causa desse episódio, então não ficamos tão tristes assim, rs. Só a diversão, as brincadeiras e as marmotas do Batata, já valeram. Rimos muito!
Ceará desde criancinha
Essa é da boa!
Nova Opção
Torcida organizada
Fabiano
BatataLety, Batata e eu (neblina quase nos cobrindo)
Chora não, Janice!
"Diliiiiça, meu rei!" (onde será que ele achou essa sunga?)
A última noite de Festival foi excelente, exceto pelos 360 e tantos degraus que subimos das escadarias da Igreja do Céu, que nós definitivamente não tínhamos preparação física para fazer. Chegamos lá em cima sem fôlego, suadas e com as pernas bambas. Não recomendo a sedentários em geral, rs.
O show de Armandinho da Bahia (que junto com Dodô e Osmar foram os precursores do trio elétrico na Bahia) foi tudo de bom, ele se garante muito na guitarra bahiana e fez muitos sons bacanas pra galera. O show foi muito animado e nós adoramos, é claro que tiramos foto, já que ele foi super querido e acessível a todas as pessoas, inclusive foi à Arena Sesc, assistir o show do Grupo Arrumadinho, de Teresina (que eu tenho que dizer que simplesmente arrasou no fechamento do Festival, muuuuito massa!).
No começo das escadarias
Gg e eu (cabelos grudados... a neblina é inimiga dos cabelos bonitos!)
Alguém tá me vendo aí?
Batatinha
Armandinho
Curtindo o show
Tietando - parte 2
Arrumadinho, diretamente de Teresina, arrasando no Ceará
Post atrasado, desculpem, mas não poderia deixar de contar mesmo assim a delícia que foi conhecer um pouco mais de Viçosa e participar de um Festival que visa desenvolver a cultura e as potencialidades de uma região muito rica e cheia de atrativos. É claro que eu recomendo!
Mais informações em Mel, Chorinho e Cachaça.
Beijos, beijos!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

.é um tesouro a nossa amizade.

Ela chegou na minha vida como um presente, me seguindo por todos os lugares, me cercando, enfim, era inevitável que nos tornássemos amigas, cúmplices, companheiras. Ela vai rir e dizer que fui eu que a segui, mas isso já virou lenda e cada uma tem a sua versão da história. O que importa mesmo é que nós somos amigas, daquelas das conversas de madrugada, de chorar no ombro, de abraçar apertado para acabar a dor, de ficar sem fazer nada juntas, de trocar roupas, de confiar para contar os piores segredos, de acreditar na opinião sincera, de desculpar os defeitos bobos, de brincar de 'cosquinha', de conhecer a família, de admirar, de dar o presente de aniversário que a outra sempre vai gostar, de viajar juntas, de cantar as músicas que gostamos a plenos pulmões, de fofocar, de comer sushi, de ir ao cinema e assistir filme de mulherzinha e, mais do que tudo, de estar ao lado quando os problemas aparecem.
Ela tem muitas coisas que eu admiro e respeito. A sua personalidade é forte e decidida, ela é batalhadora, inteligente, consciente, esperta, consegue ser admirada por todos, pois exala uma áurea de competência e credibilidade por onde passa. Além de linda, é charmosa e tem um jeito todo especial de conquistar o coração das pessoas. Com ela eu aprendi um muito de um lugar que eu ainda nem conheço, mas que já amo, por fazer parte do que ela é. Ela é gaúcha - mas bah! - costumo brincar que a mais fajuta que eu conheço! Sem olhão claro e loirice, o estereótipo do sul, só que, tudo bem, uma pele e um cabelo iguais aos dela não são fáceis de encontrar por aí.
Carol,
Feliz aniversário, não há nada que eu possa desejar para você que você não mereça ou que já não esteja lutando para conseguir, então desejo muitos anos para a nossa amizade, para que estejamos sempre perto, mesmo que distantes. Sempre felizes pelas conquistas uma da outra, mesmo sem participar efetivamente delas. Sempre unidas, apesar do que a vida ainda nos reserva. Te amo muito!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Desafio Literário Abril - O amor nos tempos do cólera

Título Original: El amor en los tiempos del cólera
Publicado originalmente em:
1985
R$:
Emprestado da Lu, mas custa R$ 53,90 no Submarino
Sinopse: Trata-se da história de Florentino Ariza, Fermina Daza e Juvenal Urbino. Florentino se apaixona por Fermina ainda adolescente, o romance dura alguns anos e muitas cartas, mas ao regressar de uma viagem Fermina percebe que não ama o seu admirador, rejeita-o e casa-se com Urbino, com quem vive por quase cinquenta anos. O amor de Florentino, porém, persiste a vida inteira.

Sobre o autor: Gabriel García Márquez nasceu em Aracataca, em 6 de março de 1927, é escritor, jornalista, editor e ativista político colombiano. Recebeu o Nobel de Literatura de 1982, por sua obra, que entre outros livros inclui o aclamado Cem Anos de Solidão. Foi responsável por criar o realismo mágico na literatura latino-americana. Viajou muito pela Europa e vive atualmente em Cuba. Em 2009 declarou que se aposentou e não pretende escrever mais livros.
[CONTÉM SPOILLERS]
O amor nos tempos do cólera
é antes de mais nada um excelente livro. Gabriel García Marquez não tem o menor pudor de usar todos os recursos de sedução da língua para nos enredar, nos prender.
Neste livro a história gira em torno de uma louca perseverança de um amor frustrado. Florentino Ariza caiu nas redes do amor com 18 anos e se torna obcecado por Fermina Daza, uma jovem formosa e altiva. Após vencer suas resistências e graças a cumplicidade da tia Escolástica, inicia-se um cortejo com cartas e serenatas, nascendo uma relação platônica, já que as rígidas normas sociais e o orgulho altivo de Fermina impedem qualquer contato entre os namorados.
Quando seu pai descobre o namoro, Fermina Daza é obrigada a viajar para visitar a sua prima Hildebranda por uma longa temporada, e assim ela é afastada de Florentino, contudo ele trabalha na agência de telégrafo, o que lhe permite comunicar-se e manter-se em contato com ela. Ao regressar, a imagem idealizada de seu galã é confrontada por Fermina Daza com o homem real e a decepção a faz abandoná-lo sem nenhuma explicação, pois ela constata que não o ama. Meses depois, se casa com o doutor Juvenal Urbino e entra na alta sociedade, distanciando-se ainda mais do homem insignificante que engrandeceu em seus sonhos e acreditou amar.
Florentino Ariza dedica toda a sua vida a converter-se em um homem digno do amor de Fermina, sua vontade férrea leva-o a ser o gerente da Companhia Fluvial do Caribe, um cargo muito importante na cidade, sua vida se reduz a ver de longe as mudanças que o tempo produz em Fermina, a direcionar sua paixão para relações fogosas e instáveis e a expressar seu amor febril por meio de cartas que escreve para outros por encomenda. Somente um pensamento o anima, e é sua segurança de que Juvenal Urbino morrerá algum dia e que será antes dele.
Fermina demonstra ser em todo o livro uma mulher forte, mesmo quando passiva, fria ou um tanto cruel, mesmo sendo uma mulher do seu tempo, ela não tinha medo de medo de experimentar, de conhecer, de aceitar o novo em sua vida com aquela elegância inerente à sua personalidade.
Quando Juvenal Urbino morre, Florentino Ariza percebe que o momento pelo qual ansiou a vida inteira chegou. Havia se convertido em um homem culto e agradável. Então retoma sua devoção com cartas ainda mais apaixonadas que as da juventude e que pretendem atingir o duro coração de Fermina.
O amor entre os dois enfim floresce, quando à convite de Florentino Ariza os dois seguem em uma viagem fluvial, de reconhecimento e abandono aos últimos momentos de suas vidas.
É claro que é totalmente subjetivo acreditar num amor assim tão devotado e desprendido, mas aprendemos com o livro a acreditar em Florentino Ariza, pois Gabriel García Marquez mostra as pessoas e os sentimentos com olhos crus, os transforma em pessoas que podemos acreditar que existem, pessoas reais, com defeitos e qualidades, que erram e que se superam, que vivem suas vidas mundanas de acordo com a sua época. É uma viagem ao Caribe em uma época remota à maioria dos leitores e eu, particularmente, acho muito interessante conhecer culturas diferentes da minha.
O livro exigido para Maio é um chick-lit, ou seja, literatura mulherzinha, e vai ser muito difícil eu escolher qual irei ler. Claro que vou ler mais de um, não vou me contentar, rs, mas prometo escolher um bem bacana pra fazer a resenha e indicar pra vocês, tá?
Beijos, beijos!
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segunda-feira, 3 de maio de 2010

pro teu dia ser feliz

Não preciso dizer que ela é linda, isso salta aos olhos de quem vê, mas tem certas coisas sobre Éryka que vão muito além. A amizade dela, se você a tiver, saiba que é a ferro e fogo, de verdade, intensamente, como tudo que vem dessa moça. Ela é assim, não há como não ter nenhuma opinião, amar ou odiar, não importa, ela não gosta é das coisas mornas. Gostar ela sabe retribuir, não-gostar ela sabe relevar. Só espero que ela goste de você, porque quando ela é má, ela sabe incomodar. Nós tínhamos tudo para não gostar uma da outra, a cara de metida, a personalidade forte, a determinação. Não dizem que os bicudos não se beijam? Mas nos identificamos sem nem nos conhecer de verdade. E desde esse momento eu tive uma amiga que me ama, que está ao meu lado, que compartilha meu sofrimento, que está presente mesmo ausente, que é #minhametadeloira.
No seu dia festivo, não poderia desejar nada que não fosse digno da pessoa ímpar que ela é. Felicidade, prosperidade, amizade, carinho, amor, dinheiro no bolso, muita saúde e determinação para vencer. O caminho dela está ladeado de realizações e eu quero estar com ela, me animar com suas conquistas, torcer por ela, celebrar todas as suas vitórias, como se fossem minhas, porque vê-la feliz me faz mais feliz também.
Te amo. Muito. Sempre. Demais. Feliz aniversário!
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