quarta-feira, 16 de junho de 2010

.brilho eterno de uma mente sem lembranças.

Rever ex. Tem coisa pior ou que mexa com a gente mesmo sem querer, mesmo depois de tanto tempo? Se for inesperado, então, o coração dispara, a gente não consegue fingir que nada aconteceu. Rever ex com outra é duas vezes pior. Sempre há o sentimento de posse, o egoísmo. Queremos que a nova namorada seja feia, chata, louca de ciúmes. Queremos estar lindas, maravilhosas, nos divertindo, rodeadas de amigos e pessoas interessantes, queremos que eles percebam que superamos e que estamos melhor sem eles, queremos que eles morram de ciúmes e nos queiram desesperadamente de volta, mesmo que não queiramos voltar. Estranho, né? Desconcertante. As pessoas são sempre complexas. Acredito que muitas pessoas gostariam de deletar certa parte de sua vida da memória, se possível fosse, assim como Clementine.
"Quão feliz é o destino de um inocente sem culpa! O mundo em esquecimento pelo mundo esquecido. Brilho eterno de uma mente sem lembranças! Cada orador aceito, cada desejo renunciado." (Joel Barrish - Jim Carey)
Eu não seria uma dessas pessoas, por vários motivos, mas principalmente porque acredito que o ser humano evolui com os problemas que enfrenta, aprende e pode fazer diferente de uma próxima vez. Mas digam se a ideia de curar um coração partido com o esquecimento não é tentadora? Imaginem aqueles momentos de fossa insuportáveis, aquela desilusão sem fim, aqueles dias em que a gente acha que nada mais vai nos fazer ser felizes novamente... Imaginem bem isso e pensem o quão longe pessoas desesperadas poderiam chegar na busca para a cura da sua dor. E quem seríamos nós para julgar o que seria correto ou não? Relacionamentos destrutivos tem por aí aos montes, todo mundo conhece pelo menos um caso em que ficaria balançado em indicar o 'esquecimento'. É tudo tão particular.
Parece que a maioria dos casais que ficam juntos terminam os relacionamentos se odiando. É triste, mas acontece muito. Uma amiga minha diz que os fins precisam ter sua dose de mágoa, para acabar de vez, para não restar dúvidas. É um pensamento interessante, quantas vezes somos consumidos pelos 'e se'? Dói, dói, dói. Durante muito tempo, mesmo que não exista mais amor, ainda dói. A mente não desconecta tão rápido quanto queremos. O tempo passa, as coisas mudam, mas rever um ex sempre vai nos fazer sentir emoções contraditórias. Sempre causa impacto. O tempo se encarrega de criar as casquinhas que vão curar as feridas. Um dia, talvez a gente consiga olhar tudo com olhos calmos e mãos firmes, quando tivermos entendido há muito que quando termina é porque acabou.
"Abençoados os que esquecem, pois aproveitam o melhor dos seus equívocos." (Friedrich Nietzche)

9 comentários:

Michelle disse...

É exatamente assim como vc escreveu... "é desconcertante rever um grande amor."

A vontade de apagar tudo todas as lembranças que tanto nos machucam é tentadora, sim. Algumas vezes já tive esse desejo.

Mas tb existem momentos (bemmmmmmm depois do término) que é gostosa a lembrança. É ela que nos impulsinona a amar,a sentir falta, a se sentir novamente daquele jeitinho de quem está amando e a acreditar no amor, justamente pq lembramos... lembramos o quanto é bom e vale a pena!


Bjus Jú *.*

Bel disse...

Eu não sou um bom exemplo pra falar de ex... no quesito "ficar com raiva".

Mas sou exemplo TOTAL de ser mulher que sabe que "figurinha repetida não completa álbum", sacou?

Agora a Jady é "A" mulher com "O" ex. Eles são tão amigos que me desconcertam.

;)

Alice Voll disse...

Aff é uma situação desconcertante mesmo, nigm merece!
mas eu não sei se 'quereria' esquecer, sou meio cliche e acho que nessa vida tudo tem um porque, logicamente no começo que é qndo mais doi, a gente quer sim esquecer, e por isso digo, ainda bem que o Cara lá de cima às vezes nem ouve o que a gente fala/pensa!
Essa dos casais que se odeiam, eu costumo dizer que se decepcionar é libertador!

Martha Senna disse...

Hummmm amiga que lindo! Gostei da citação da amiga "super experiente"! kkkkkk.
Te amo muitão lindona!

Lulu on the Sky® disse...

Dor de amor é dificil de curar, mas a gente consegue depois de algum tempo. Amiga, tem como ativar o feed do seu blog? Assim, eu fico sabendo qdo atualiza. Big Beijos

Luciana Lís disse...

De todos os adjetivos que tu usou, na minha concepção, o mais preciso e ao menos tempo nem tanto assim é desconcertante.
Construímos uma força, uma barreira, temos respostas prontas caso ocorra uma conversa; mas tudo isso pode se perder ou falhar quando encontramos a verdade - o momento em que toda a nossa força é posta a prova.
Desconcertante ou não, passado o susto e colocando todas as coisas no lugar, saberemos então que significado todas essas coisas tem em nossa vida.
E quanto ao estar linda e cheia de vida, tem uma música do Chico, sabe Deus, é o meu mantra:

'Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais'

Outro beijo
LoveU [de novo]

Rossana Fernandes disse...

Ju
Complicado mesmo.

Eu sempre cito esse filme.
É tentadora a "oportunidade"de se apagar algo que te traz algum tipo de dor.

Depois do último término, coloquei na cabeça que não namoro mais ninguém do meu circulo de amizade. É ruim porque vc é obrigado a cruzar com a pessoa sempre. Independentemente de estar curada ou não da separação.

Aff

Beijos

diadesopa disse...

Eu sou meio como a Bia: acho que não ia querer esquecer porque realmente acredito que tudo acontece por uma razão predefinida por Deus, inclusive as decepções.

Sabe qual é o problema dos fins?
É que nem sempre quando termina é porque acabou. O difícil é saber identificar cada situação.

E sim, todo fim é traumático. Até os amigáveis.

Beijo, Ju

Fabrício disse...

eiiiiiiiiiiiii, carol e ju, duas figuras, essas fotos tao otimas estao cada vez mais lindas, huuuuuuuuuuuuuuuum bjs saudades