segunda-feira, 14 de março de 2011

.não cabe mais em mim.

 

O que a gente faz quando se sente só, sendo preterida por quase todas as pessoas que ama, inclusive a sua própria família? Não se sentindo mais tão bem onde mora, não vendo mais graça em tudo o que lhe é habitual? Achando que os amigos de sempre talvez não estejam tão presentes quanto você achava que estariam? Olhando para todos os lados e vendo que está tudo ruindo, sendo que você tem que aparentar calma e serenidade? Mesmo se sentindo tão terrivelmente só, a vilã do final da novela? 

Eu sei que parece dramático, mas é exatamente como me sinto. Cheia de sentimentos intensos e conflituosos, que me invadem, que me fazem ficar cada dia mais reclusa, pensativa e me afastar ainda mais das pessoas. Preciso cuidar mais de mim, eu sei disso. Tão claramente que é como se estivesse escrito nas estrelas. Tenho projetos, claro, mas principalmente sei que preciso investir tudo em mim. Estudar mais, fazer exercícios, emagrecer, deixar de me preocupar com as pessoas que não querem minha preocupação, continuar lendo meus livros e assistindo meus filmes, porque me faz bem, cultivar as amizades sinceras e seguir em frente, sempre acreditando que vai melhorar. Mas olha, é mais fácil na teoria. Muito mais. 

Quando a gente se sente assim, parece que o amanhã nunca chega, que tudo tá uma merda e que nossos problemas são piores do que os de todas as outras pessoas no mundo. O que, é claro, não é verdade, a tragédia no Japão tá aí para comprovar isso. Mas, por mais solidariedade que eu possa ter com os milhares de mortos, desaparecidos, desabrigados e tudo mais, não consigo me comover mais do que com meus próprios problemas. O ser humano é tão egoísta, não é verdade?

Só espero que o tempo passe logo, que meus objetivos cheguem cada dia mais próximo e que eu possa deixar tudo isso pra trás. Sei que o tempo é o senhor de tudo e mostra quem está certo, traz amadurecimento e uma nova perspectiva sobre tudo. E é claro que, quando passa é tão mais fácil ter essa percepção, sabendo os erros e acertos, as decisões e atitudes que foram essenciais. Mas enquanto não, eu desabafo. Não resolve nada, mas alivia um monte.

E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim...

(A via láctea - Legião Urbana)

8 comentários:

Bel disse...

Não sei "o que a gente faz", quando se sente assim. Mas tenho um palpite: isso é a "crise pós formatura". Todo mundo passa por ela, em maior ou menor intensidade.
Respira fundo, fecha os olhos, que passa. Pode demorar um pouquinho (ou um poucão), mas passa.

Beijo, querida!

Anônimo disse...

Achei estrananho, tava acostumada com o otro formato de blog...

Debora Giangiarulo disse...

Oh querida, é clichê mas é verdade: vai passar...você já está no caminho certo: tem a plena consciencia de que temos que investir em nós mesmos.
A partir daí é só construir, da melhor forma que pudermos,o caminho...dia apos dia, num trabalho que não cessa nunca, mas que é extremamente recompensador.
Um beijo do bloco!

Livia disse...

Me senti assim há algum tempo. Mas infelizmente, não adianta a gente dizer muita coisa: vai passar. A vida parece tão desinteressante e focalizamos no trabalho, estudos... Beijos, te amo.

Manu disse...

Desabafar alivia. E como alivia...
=]
Bjs.

Anônimo disse...

Planta videira e colhe uvas...

Anônimo disse...

Olá Juliana, gostei muito dessa sua postagem, por acaso acabei entrando no seu blog e gostei da sinceridade e da forma de se expressar, ate mesmo pq eu sei como é se sentir assim!
Parabéns pelo blog!
:)

Anônimo disse...

Olá,é exatamente assim que estou me sentindo.