segunda-feira, 25 de julho de 2011

No ar: Solteira Urbana - Portal O Caju


Aqui estou eu me sentindo a nova Tati Bernardi, terrivelmente convencida  por ter sido chamada de cronista talentosíssima. Ui. Se eu cantasse e tocasse violão ia ficar insurpotável, rs. Desde que o @ithalofurtado me convidou pra escrever para o Portal O Caju e eu a enrolar, passei de uma temática a outra, de livros e filmes às aventuras e desventuras de uma mulher solteira de 25 anos nessa selva que é o mundo dos relacionamentos modernos. 

Eu adorei porque dá pra sair um pouco do que escrevo aqui no blog, inovar, testar alguns tipos de assuntos que fico sem jeito de explorar por aqui. Então, apesar do texto de estréia não ser inédito, quem quiser conferir como vai ser essa deliciosa experiência, é só clicar aqui e ser feliz. E, só lembrando, o que  eu escrever por lá não precisa ser íntimo ou baseado em experiências pessoais, vou ter toda a liberdade de escrever sobre o que eu bem entender e quiser criar.

Além dos meus textos, vocês vão encontrar muita gente bacana por lá também, escrevendo sobre os mais diversos assuntos, com os mais diferentes estilos. Uma boa pedida pra quem curte aliar cultura e arte, além, é claro, de generosas doses de diversão.

Beijo, beijo!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

.seja o que for.


Você me diz que cansou de resistir e se rendeu ao encantamento, eu entendo o que você fala, mas te aviso: não me entrego assim tão fácil, puxo o freio até não poder mais. Não adianta, você sabe que me ganhou no que realmente importa e que aquele carinho que sentimos um pelo outro é especial.

Pra que rotular se a gente dorme agarradinho a noite toda e quando estamos longe, se fecharmos os olhos, praticamente podemos sentir o cheiro da pele do outro? Não é ridiculamente óbvio como a gente não consegue parar de pensar, de sorrir, de mandar sms no meio do dia sem motivos essenciais?

Você ri das minhas excentricidades, mas se lança comigo por onde nunca estivemos. Uma brisa fresca no meio de um período conturbado. Não queremos nenhum pensamento negativo, nada que nos remonte às responsabilidades, só temos um sorriso no rosto sem explicações e onde quer que esteja a vida real, não queremos participar dela.

Se a minha cabeça se encaixa no seu ombro é porque ela encontrou um bom lugar. Uma sensação doce que  me acompanha até nas pequenas lembranças, foi o que me fez notar que tinha algo diferente no meu jeito de te olhar. Não quero saber do futuro, destino ou o que quer que o valha. Sorte ou azar - só o tempo dirá.

(Só para esclarecer aos desavisados: o marcador 'crônicas' quer dizer que os textos são fictícios e não correspondem à minha vida pessoal)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

.ratos de porão.

Engraçado como a gente é feliz com pouco e o quanto isso incomoda às outras pessoas. São deuses do julgamento humano, vêem uma parte da história, uma conversa pela metade e já se acham conhecedores do seu caráter, donos da razão.

Fico triste quando vejo que algo que escrevo, que é pra ser respeitado, sendo verossímel ou não, é alvo de piadas sem sentido por pessoas cheias de si - e anônimas. Muito fácil se intrincheirar do alto da sua covardia e apontar o dedo pros outros.

Cada ser humano é um intrincado de diferentes complexidades, quem sou eu pra achar que sou melhor ou pior que alguém? Se o que essas pessoas querem é ibope, que fique bem claro que  de mim não terão nada. A máxima que rege a minha vida é respeito e eu não vou me trocar com quer que seja por coisas tão pequenas.

sábado, 9 de julho de 2011

Trecho de uma carta escondida

"Foi quando vi que ser feliz era não querer te ter pra sempre e sim te ter naquele instante que já era eterno o suficiente." (Uma onda - Validuaté) 

Mais de dez anos de espera, química, pele, cheiro. Muita promessa, expectativas e carinho gratuito. Amizade. Uma das pessoas favoritas da minha vida, a quem eu posso falar sobre tudo, que mesmo que não concorde comigo, me entende. Brigas, ciúmes, desavenças, distância: não é que tudo tenha sido perfeito entre nós, no entanto, sempre foi real. E apesar de todas as impossibilidades, chegamos primeiro, estamos acima das coisas mundanas, das convenções sociais.
 
'Era pra gente ter casado, menina, era pra gente ter ficado juntos há sete anos atrás', diz você. E eu até acredito e gostaria de ter feito algumas escolhas diferentes. Não que eu tenha esperanças, isso não vai acontecer e não está nos planos, tampouco. Eu sei que sou especial pra você, não me interessa ser única. Lembro quantas vezes você me disse que eu andava com os caras errados e eu não queria perceber que você queria ser o certo. Me fingia de superior, como se nem me importasse, mas no fundo, eu sabia que a gente tinha potencial para ter sido o grande amor da vida um do outro.

Você fala até mesmo de filhos, com esse seu jeito sincero de não filtrar nenhum pensamento e eu rio nervosa, pensando: 'maluco', mas também sei que não seria de todo mal, enquanto você  ainda embala minha imaginação ao dizer que um filho meu jamais traria nada de ruim para a sua vida. 'Seria lindo, algo que ninguém jamais poderia contestar', no final nem eu sei onde é que está a loucura de verdade.

Até o gosto do teu suor me deixa arrepiada, tonta, doida. O jeito como você me toca no ponto certo, beijando minha nuca e me fazendo massagens me faz querer mais, ninguém consegue fazer igual. E o nosso primeiro beijo, há mil anos atrás, então, nunca foi superado. As mãos trêmulas, o coração acelerado, a timidez, a vontade. A gente já viveu tanta coisa, se distanciou tantas vezes, mas você sempre esteve no recanto do meu coração, uma história por acontecer. Não quero mais nada, só beber desta fonte infinita de prazer que é você.


(Só para esclarecer aos desavisados: o marcador 'crônicas' quer dizer que os textos são fictícios e não correspondem à minha vida pessoal)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

km 2.5


Tem pessoas que dizem estar no auge de suas vidas, mas eu, na minha humilde ignorância, não sei se é o meu caso. O que sei é que já evoluí e amadureci muito, tanto que às vezes nem me reconheço. E minha consciência disso é tão forte que sei também que ainda não cheguei nem na metade do caminho.  Sem contar o quanto já me sinto 'velha demais' para algumas coisas ou quando penso 'isso não era assim no meu tempo'. Mas, às vezes, ainda me sinto tão criança, quando em outras, fico tão orgulhosa de tudo o que já conquistei até aqui.

É uma antítese, concordo. Mas dizem que se a gente perder o friozinho na barriga, a vida perde a graça. Não sei se um dia serei totalmente segura de mim mesma e dos meus ideais, o que mais quero de verdade é olhar para trás e ver que valeu a pena. É claro que sei o que espero da vida e estou lutando muito pra conseguir,  afinal, quanto mais a gente sonha, mais alto a gente chega, mas não sei até onde contabilizar isso. Meus conceitos de sucesso e fracasso são tão meus. 

Acreditar é o primeiro passo e isso aprendi desde cedo, apoio tenho das pessoas mais queridas e com isso vou construindo meu destino, me baseando em estruturas sólidas, aproveitando as oportunidades que encontro. Sei que a vida é boa e que eu não tenho pressa. As melhores coisas acontecem enquanto eu tô chegando lá.