quinta-feira, 27 de outubro de 2011

.extrasensorial.



'Meu coração tá ferido de amar errado.'
(Caio Fernando Abreu)

Tem tanta coisa que eu poderia dizer, mas no final das contas é só isso mesmo. Desesperança, desilusão, impaciência. Eu só sinto um vazio imenso, que não vai sarar agora. Não sei mais se acredito na cura, quem diria, eu, tão otimista que sempre fui. Mas é difícil continuar tentando. E eu não digo isso apenas com a voz das minhas experiências infelizes, à minha volta não param de chegar informações. Não é como se eu tivesse escolha, sabe? E também não é depressão, é cansaço, eu olho para as possibilidades com uma imensa preguiça.

'Cansei de amar pela metade. Cansei de me sentir sozinha. Cansei de tanta mentira. Cansei dos dias iguais, da rotina. Cansei de mim e de me deixar sempre em última opção. Cansei de procurar meus amigos. Cansei de mentir pra mim, pra ver se dói menos. Cansei de me preocupar com quem não se preocupa comigo. Cansei de sofrer e de acordar indisposta, cansei de sentir o coração bater mais forte, com uma sensação de arrependimento, de erro. Cansei de tudo.'
(Caio Fernando Abreu)

Tudo o que eu queria era conseguir entender a lógica da coisa: quem não quer, não procura. Quem ama, não trai. Ou tudo mudou muito ou eu é que era ingênua. Antigamente eu acreditava mais nas palavras, eu não as julgava apenas instrumentos de sedução, criadoras de ilusões. Amarga? Com certeza. O que separa um coração ferido de um iludido é só a decepção. E é isso, no momento, tô fechada pra balanço.

'Tô exausta de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com mais ninguém.'
(Caio Fernando Abreu) 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

.o dono dos meus olhos e do meu coração.


Não consigo entender como uma pessoinha tão pequena, com apenas quatro meses de idade, me provoca tanto amor, saudades, orgulho e alegria. Sério. Heitor, o afilhado mais lindo do mundo, aquele que me enternece só de pensar. A saudade é tanta que eu fico sentindo o cheirinho dele, vontade de abraçar e morder todo. 

Tenho que admitir, eu ponho o neném no mau costume. Quando chego na casa da minha comadre linda, Eryka, já vou pegando meu gostoso no colo e pronto, ele já sabe que sou eu e só quer saber de colo. Quer dizer, menos nas horas das mamadas, que ele não dispensa mesmo. Gostoso da dinda.

E já que tem um tempinho que postei falando sobre o nascimento dele, resolvi vir aqui e atualizar vocês da fofura que tá o meu pequeno.

Primeira ida ao shopping
Soneca
Banguelinha
Gostoso
Sapeca demais
Perfeitinho
Contando os dedinhos
Nhé
Rapazinho
Muuuuito amor ♥
Grandão
Moicano
Dinda
Meu amor e minha comadre

Enquanto não vou em Teresina matar saudade, fico aqui vendo as fotos do homem da minha vida. Ai ai. Podem babar também, eu deixo, rs.

Beijo, beijo!

Posts relacionados:

terça-feira, 11 de outubro de 2011

.o que ficou.


'Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros!' 
(Che Guevara)

Tenho muito o que falar sobre o período que passamos em greve. Não, não foi um período de férias, como muitos, erroneamente, pensam. Foi um período muito intenso de aprendizado, de lutas, de amadurecimento. Sei que não apenas para mim, mas só posso falar do quanto eu evoluí estando dentro desse movimento paredista.

Participando do Sindicato dos Trabalhadores da UFPI, Sub-seção de Parnaíba, aprendi que nossa causa principal são os direitos coletivos dos trabalhadores. Que o que mais vale é o que todos ganham e não os interesses pessoais. E que o Governo quer é que a sociedade veja quem luta pelos direitos de todos como baderneiros, arruaceiros, folgados, tentando a todo custo, atacar àqueles que não se conformam com as injustiças, calar a voz de quem ousa se manifestar. Mas, já dizia Helen Keller: 'nunca se pode concordar em rastejar, quando se sente o ímpeto de voar'. E que quem acredita nisso, sabe o quanto é importante a participação de cada um no processo de mobilização e conscientização da categoria.

Marcha dos Excluídos - Teresina (07.09)
  
SINTUFPI na Marcha dos Excluídos
 
 Recepção da delegada do Comando Nacional de Greve - aeroporto de Teresina (Danniel, eu, Mauro, Nayara, Jáder e André)
  
Churrasquinho da greve (eu e Nayara)

Fechamento dos Serviço Gerais
  

E, é claro que eu não poderia deixar de falar da viagem para Brasília, em caravana com vários companheiros do Sintufpi com o objetivo de barrar a votação do Projeto de Lei n.º 1749, que visa a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Apesar do desconforto de horas de viagem dentro de um ônibus, de tomar banho em banheiros públicos, comer em beira de estrada e dormir em um pulgueiro em JK (o pior!), a viagem vai ficar marcada com boas lembranças. Não tem nem como não falar da emoção de conhecer pessoas mais experientes dentro do movimento, a sede da FASUBRA, de entrar na câmara de deputados, conversar com eles, vestir a camiseta contra a PL, invadir uma sala de votação, gritar palavras de ordem junto com todos. Ali a energia era incrível, contagiante e percebi que se lutarmos, todos juntos, somos mais fortes, organizados e invencíveis.

Caravana SINTUFPI
  Mauro, Léo, Danniel, Ester, Maurílio, Cézar, eu e Jáder em Brasília
Caravaneiros
Cansados, no corredor da Câmara dos Deputados (Léo, Danniel, eu, Ester e Mauro)
Sede da FASUBRA (Eu, Danniel, Ester, Maurílio, Cézar e Léo)
Todo mundo borrado, mas tá valendo! Dentro da sala de votação (Jáder, Ester, eu, Maurílio e Cézar)

E pra não dizer que não falei das flores, além de todas as experiências maravilhosas, ganhei uma amiga, a queridíssima Ester. Uma pessoa doce, alegre, carinhosa e que está se tornando mais especial a cada dia. Alguém que estava ali do lado, mas que na correria cotidiana passava despercebida. Unimos nossas dores, repartimos nossas vidas,  histórias e pensamentos. Respeitamos nossas opiniões e decidimos que vale a pena. Agora que ela chegou, não quero mais que vá embora. Acho que Deus sabe o momento em que você mais precisa de alguém especial, pra te confortar. E não tenho como reclamar, Ele sempre coloca as melhores pessoas na minha vida. Sempre.

Ester e eu

Não que o trabalho sindical seja fácil, longe disso. É uma luta árdua e incansável. Mas  temos duas opções: nos omitir e aceitar o que vier e tentar fazer a diferença e quem, assim como eu, escolheu tentar mudar não consegue mais fechar os olhos. O que ficou de mais forte em mim, de tudo, foi a certeza que essa luta será para toda a minha vida, que enquanto eu viver, estarei ao lado de meus companheiros tentando tornar o mundo um lugar melhor.

'Tente mover o mundo, o primeiro passo será mover a si mesmo.' 
(Platão)

Beijo, beijo!

Para mais informações, acesse:  

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

.equívocos.


♪ Palavras apenas
   Palavras pequenas
   Palavras, momento

   Palavras, palavras
   Palavras, palavras  
   Palavras ao vento ♪

(Cássia Eller - Palavras ao vento)

São tão efêmeras, as palavras. Em sua maioria frutos de arroubos de sentimentalismos, em que juramos verdade para uma vida inteira de algo que nos arrependeremos amanhã. Aqueles momentos lindos de olhos nos olhos e palavras sussurradas se tornam pó diante do que já não é mais. As palavras passam, a vontade passa, a desilusão permanece.

Tenho feito escolhas erradas, há tempos. Tenho me questionado duramente sobre tudo. Tenho me colocado no papel de meu algoz particular: sou eu quem permite que coisas assim me aconteçam. Nada dramático demais, apenas a percepção singular de que a responsabilidade, no final das contas, é minha. Eu que decido. Eu que concordo. Eu, psicóloga de mim mesma, dei o veredicto. Mas me sinto amarga e nunca achei que poderia me sentir assim. Justo eu, que sempre fui Poliana demais, me pego questionando sobre o que é verdade e o que é ilusão, me vejo descrente, desiludida e pessimista. Não que eu me orgulhe disso, apenas não consigo evitar.

Não é drama, eu bem que gostaria que fosse. Talvez assim passasse esse gosto amargo de rejeição. É difícil acreditar de novo quando se é sucessivamente impelida no sentido contrário, quando se vê provas e mais provas do quanto somos suscetíveis ao que o outro pode nos fazer, quando se está disponível e o outro finge que não vê. É difícil escolher quem não escolhe você. É difícil fingir que não se importa pra não dar o braço a torcer. É difícil perceber que não se vale o esforço de uma chateação. Ou de uma conversa. É muito difícil  se afastar, se preservar, se priorizar.

Sempre fui assim, me confundo até me decidir. Depois, me reinvento. Busco forças, me equilibro. Me interpreto. Escolho a mim e ao que eu quero. Defino minhas prioridades. Quero me livrar de tudo o que me faz mal: do sedentarismo aos relacionamentos tóxicos. Quero mudar minha vida, pra melhor. Quero focar em mim. Quero estudar mais, ler mais, escrever mais, cumprir meus prazos, estar perto de quem me faz bem. Sei que os problemas existem, não há como evitá-los, mas quero minimizá-los. Agora estou lidando com controle de danos.

♪ Só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder

(Go back - Paralamas do Sucesso)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Formatura da Carol (Administração)

Eu sei que está tudo atrasado e que eu estou sumida, by the way, tem muita coisa para pôr em dia, então, vamos por partes. O trabalho está todo atrasado e tive muita dor de cabeça para colocá-lo em dia., ainda não tá 100%, mas em breve vai voltar ao 'normal'. A greve acabou, mas tô com todo o gás, vou focar em mim e no meu desenvolvimento profissional e pessoal. Tem tanta coisa que eu quero fazer, tantos planos, tantas resoluções que tá parecendo ano-novo, rs. Vamos com calma que tudo se ajeita.

Todos os eventos da formatura da Carol foram lindo demais, o baile, então, emocionante e cheio das pessoas mais queridas. A família dela estava aqui e fiquei de guia turística, indo pra praia todo dia com dona Nádia e Carine, mãe e irmã da Carol. Só muita amizade e consideração pra eu fazer um esforço desse tamanho, hein? Praia, mar, sol, ventinho, cerveja gelada, muito camarão, caranguejo, sururu, peixe, enfim, aquela vida difícil. E eu ainda ficava ligando e mandando sms, fazendo inveja nas pessoas (tipo Dani e Nayara, né, meninas?). Sou má?

Carol estava linda e arrasou em todos os modelitos, claro. Ter amiga linda e fashion não é pra qualquer um, não, hein? Muito orgulho de ter alguém como ela em minha vida, de ter sua amizade, de participar de sua vida, de ter meu espaço no seu coração. Carolzinha, você sabe que eu te amo, que te admiro, que te considero como família, alguém com quem sempre posso contar. Sempre, sempre!

Além dos convidados habituais e da família da Carol, a festa contou com a presença de pessoas muito queridas, de Teresina, que vieram prestigiar a festa. Layanne, minha prima-irmã, Nayara, minha pelega favorita e o Mau, que praticamente não é mais teresinense, rs. Ficou todo mundo na minha casa e foi aquela farra.

Layanne, Carol, Nayara e eu
Os looks
Nay and me
Biquinho forçado, é o jeito!
Carine querida e eu
Cézar e Aline
Karina e Julimar
Carine, eu e dona Nádia
Nay, Jáder, Lay e eu
Vão ser sempre maridas: Letícia e Gg
O casal mais lindo: Jáder e Carol
NHAM!
Baile de Máscaras
Duda e Carine
Jhadson e Lorena
Maurílio e Nayara
Laíza, Willames e "Segundinho"
Léo e Cláudia
 Carol, Mário e Janaína
 Eu e Geraldo

Não dá pra não dizer: taí uma pessoa que admiro muito. Geraldo Carvalho, professor da UFPI  membro da Diretoria do ANDES, militante do PSTU, muitas vezes candidatos a cargos públicos e pai do Jáder. Uma pessoa que nos recebe em sua casa, com aquela calma de sempre e conversa conosco, ainda tão jovens e crus em questões políticas e sindicais, sempre humilde, ensinando sem ao menos perceber. Além de tudo, ele está em todos os lugares, em todas as passeatas, greves, manifestações. Diz a lenda que ele tem o poder do teletransporte, rs.

Geraldo, Penha, Carol e Jáder
Jáder, Carol, Fabiane e seu Ricardo
Quarteto: amoooo!
Muito amor!

A apresentação dos formandos foi muito legal. Sou suspeita, claro, mas Carol estava linda demais. O melhor foi Jáder dançando, dando uma sambadinha ao som de Zeca Pagodinho, rs. E na hora da valsa, além dele e do pai dela, lá fui eu, metida demaaaais, dançar com ela também.

Carol
O melhor dançarinho da festa (not)
Pai e filha
Eu também danço valsa - metida mesmo!
Brinde


Depois das formalidades, foi a hora de beber muito Black Label e dançar até de manhã ao som da Banda Black Tie. Sem contar na palhinha que a Spankovido deu no final do baile, nenhum profissional, só os meninos naquela confusão que ninguém sabe onde começa e onde termina, quem canta ou quem toca, mas não importa porque a diversão é garantida. Festa perfeita, um momento incrível e muito especial para todos. Fazer parte de tudo isso não tem preço mesmo.

Até o chão!
Me seguuuura, Mau!
Spankovido - ao vivo e se mexendo!
Fim de festa (Eu, Lay e Nay)

De quem é a próxima mesmo?!? Já quero!

Beijo, beijo!