segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

.o grande encontro.

Eu sei que tem muito tempo que eu devia ter postado sobre esse momento, mas, pode parecer clichê, vocês não fazem ideia do ritmo frenético que anda a minha vida. É a pura verdade, não tenho outra desculpa, claro que tem sempre alguns momentos livres, mas precisamos ter prioridades e, tem sido complicado colocar em dia o meu 'lazer virtual'.

O que eu posso dizer senão que foi emocionante e único? Encontrar Michelle no aeroporto de Uberlândia, dar aquele abraço tão esperado e ir papeando a viagem inteira até Uberaba, enquanto matava a Daniela e a Patrícia de expectativa, avisando a cada brechinha de sinal que eu tava perto, perto e mais perto: não há palavras para descrever a emoção, vou tentar resumir, mas, acreditem, não vai chegar aos pés da realidade.

Chegamos em Uberaba e fomos direto pro apartamento da Patty, ela nos aguardava com um lanche super farto e toda preocupada com minha dieta, comprou várias coisinhas que eu podia comer, ao mesmo tempo que ficava aflita porque, segundo ela, eu não comia nada, rs. Fui super bem recebida pela marido dela, Jefferson, que nos deixou super à vontade e foi um muito atencioso, um querido. Papeamos demais, era tanto assunto que não acabava mais e acho que conseguiríamos passar uns bons dias nesse mesmo ritmo. Eu sei que é difícil para as pessoas entenderem como nós éramos tão amigas se nunca havíamos nos visto antes, mas, entendam, nós trocamos cartas, às vezes, semanais, por cerca de 5 anos, vivemos nossas adolescências juntas, numa época em que internet e telefones com crédito (ou facilidades pra ligar ddd) eram privilégios que nós não tínhamos acesso e acreditem, vivemos MUITA coisa juntas, dividimos muitas experiências, descobertas, momentos difíceis. Nossa amizade sobreviveu à nossa vida adulta, aos inúmeros compromissos, aos relacionamentos sérios e muito mais. Seria tão fácil seguir a vida, perder o contato, deixar pra lá, mas quando a amizade é verdadeira, ela supera tudo isso, com prazer. Usamos email, telefone, msn, blogs e redes sociais. Planejamos, nos frustramos, esperamos, e, enfim, nos encontramos. Tudo bem, foram apenas 2 dias e meio, mas foram inesquecíveis, passaram voando e deixaram lembranças de momentos lindos e uma saudade doída, enorme e muita vontade de repetir a dose, com mais tempo, sem tanta pressa.

Mi - vivemos tantas coisas juntas, que é incrível que nosso primeiro abraço tenha acontecido 11 anos depois da primeira carta

Patty - e quem diria que aquela primeira carta nos levaria até esse momento?

Combinei de dormir na sexta na casa da Patty e ir no sábado à tarde pra casa da Dani, ficar até domingo e à noite, voltar pra Uberlândia, e, como elas não se conheciam, exceto por um breve contato que tiveram por indicação minha, não achei nada demais Dani não ir me ver no apartamento da Patty, mas elas me armaram uma surpresa, combinaram de avisar onde iríamos passear (Toca da Tábua, uma churrascaria, onde eu só tomei suco de laranja, rs) e que a Dani nos encontraria lá. Vocês não tem noção da minha surpresa quando ela apareceu, tipo, demorei uns segundos pra entender e acreditar. Dani tremia muito e eu a abracei muito forte, ela é uma pequenininha linda, vocês não tem noção. Depois ela sentou ao meu lado e ficou encantada comigo, passava a mão no meu cabelo, me chamava de linda e não parava de tremer. Logo, estávamos todos entrosados e a conversa fluía como se já tivéssemos vivido muitos momentos iguais àquele.

Dani - amor de longe, assim, bem pertinho!
Amadas!
 

Não fomos embora muito tarde, mas papeamos até altas horas da madrugada, o que não nos impediu de acordar relativamente cedo e ir passear pela cidade. Eu amei o mercado, cheio de coisas lindas e maravilhosas, inúmeras gordices que eu queria levar pra casa. Também passeamos no shopping, conhecemos a Uniube e Jeff fez questão de me levar pra conhecer o Uberabão, estádio da cidade. Voltamos pra casa bem tarde, Patty fez um almoço delicioso, super especial, sempre regado a muito bate papo, lembranças e muitas risadas. Não resisti: saí da dieta e aproveitei a boa comida e as ótimas companhias. À noitinha, todos foram me deixar na casa da Dani, que já estava agoniada com a minha demora, mandando mil mensagens de texto. Como era de se esperar, caímos no choro. Nossos laços fortalecidos, a saudade exponencialmente multiplicada pelo nosso breve - mas intenso - contato.

Mercado Municipal de Uberaba


Uberabão
Piauí pertinho do coração
Dotes culinários da Patty

Cheguei na casa da Dani e já fui super bem recebida por Kiki e Danda, latindo furiosamente, como se tivessem tamanho para tal, mas logo elas estavam pulando em cima da cama e querendo cafuné. Tia Zezé, mãe da Dani, foi um capítulo à parte. Sempre ouvi Dani falar dela com carinho, mas não tinha noção de como alguém podia ser tão fofa e querida, super preocupada em fazer tudo pra nos agradar, super interessada em todas as fofocas e super cheia de histórias pra contar. Chateadíssima de ter esquecido de tirar foto com ela (eu até pedi, mas ela ficou de 'se arrumar' pra tirar e nunca aconteceu), mas tudo bem, vou ter mais motivos pra voltar. Ficamos papeando um monte até termos coragem de nos arrumar pra sair, fomos no Grelhados Zebu, pois Dani não me perdoaria se eu saísse de Uberaba sem provar o que a cidade tem de melhor: as vaquinhas. Depois fomos ver uma banda de uns amigos dela tocar, num pub chamado Markinhos Vídeo Bar e lá mais babados, regados à água com gelo e limão (acredite quem quiser, rs), além de provocar transtornos nos relacionamentos alheios em virtude da nossa beleza incontestável (fazer o que, né?). E é claro, que mesmo chegando em casa de madrugada, ainda fomos contar todas as fofocas pra tia Zezé.

Mil vezes amor
 Agora ela não precisa saber geografia pra saber onde o Piauí está!
Grelhados Zebu
Não escondo a felicidade (nem o cansaço)
Neón
Markinhos Vídeo Bar
Um toque de unhas vermelhas em Uberaba

Não sei se vocês sabem o motivo pelo qual eu amo tanto a Dani. Acho que não, porque, pra ser sincera, nem a gente sabe de verdade como começou. Sabemos que nos achamos no mundo virtual, mas nem lembramos bem quando, só sei que foi no final de 2008 e depois disso, nunca mais nos largamos. É incrível a nossa sintonia, como a gente se gosta, se dá bem, conversa sobre tudo - e nada, quer e precisa da companhia uma da outra, mesmo que de longe. Não tem explicação, a Dani é um daqueles amores que a gente não sabe explicar de onde veio porque parece que ele sempre esteve lá.

Passeamos um monte na cidade, conheci uma igreja que é super especial pra ela, que tem uma fé muito marcante, visitamos a famosa Coca, mesmo que só por fora, compramos minha passagem para Uberlândia com dor no peito, já nos agarrando aos últimos instantes da minha estadia em Uberaba. A tia Zezé me fez uma 'marmita' de pão de queijo - o melhor do mundo todo! - pra eu levar na viagem, me emprestou mala, porque a minha não cabia o monte de coisas que comprei (e ainda não enviei de volta, rs, mas vou, prometo!) e ainda foi junto com Dani me levar na rodoviária, quando desabamos a chorar incontrolavelmente sem acreditar que eu já tinha que ir embora. Fui chorando boa parte do caminho, sem me importar com a atenção que estava chamando, com o coração feliz demais pelos momentos lindos e triste demais também, pela incerteza do próximo encontro.

Dança da motinha
Coca-Cola Uberaba
Ipê roxo
 Juntinhas
Flor
Grandes momentos em pequenos instantes

Ah, esqueci de contar que levei uma lembrança que é a cara do Piauí: um colar de prata com um pingente de opala no formato do estado do Piauí. Quem nunca ouviu falar nessa pedra preciosa e quiser dar uma olhada de como ela é linda e multicolorida, é só clicar aqui. O mais engraçado de tudo é que eu avisei a Mi e Patty que o pingente era no formato do meu estado e elas disseram que tinham percebido, mas pensei: 'essa informação com certeza vai ser útil pra Dani!', e, como eu havia previsto, ela riu horrores do fato de não fazer a mínima ideia do formato do Piauí!

Ganhei presentes lindos das meninas, Dani me deu um kit da Coca Cola e uma bonequinha japonesa que ela comprou em SP pra mim e Michelle, me deu um livro da Virgínia Woolf, que eu amo, uma das mais célebres feministas atuantes do século XX. Mas o melhor de tudo foi o carinho, amizade, cuidado e amor que senti em todos os momentos ao lado delas, saber-me tão querida, por pessoas tão incríveis, tão diferentes uma da outra, que moram tantos km distantes de mim é algo imensurável e que me toca de uma forma muito profunda e doce. 

Kit da Coca Cola
Bem a minha cara!

Aguardando os próximos capítulos do encontro de almas com essas pessoas tão maravilhosamente importantes e queridas para mim. Patty, Dani e Mi, amo vocês muito, viu?!

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