quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Ao amor que vai chegar


Ela não acreditava muito nisso de príncipe encantado. Achava que a sua ideia de perfeição não fosse a mesma da maioria das pessoas. Ela queria alguém que ela pudesse amar e viver sem, mas que apesar de tudo, escolhesse viver com. Alguém que ela pudesse amar apesar dos defeitos e da rotina. Alguém a quem ela admirasse e gostasse de ter por perto, pelo simples prazer da companhia. Sem cobranças de felizes para sempre, apenas usufruindo cada dia de uma vez. Não que ela tenha nascido sem sonhos de amor eterno, mas eles amadureceram com o tempo e evoluíram para algo mais tranquilo dentro dela. Ela não precisava mais de grandes demonstrações públicas de afeto, mas de alguém que segurasse a sua mão no dia em que ela recebesse uma notícia ruim.

Ela não diminuiu a intensidade dos seus sonhos, apenas os trocou por algo que concluiu ser mais real. Ela já havia amado e sido magoada e durante um tempo se questionou acerca do destino, da vida, de tudo. Como pode ela ter amado tanto alguém e no final a única coisa que ainda a fazia lembrar dele era quando ia ao cinema e não conseguia entender a moral da história dos filmes? Ele sempre lhe explicava pacientemente qual foi a trama que se sucedeu em Onze Homens e Um Segredo, sem reclamar, sem perder a paciência. Ela achava incrível como algo tão banal pode ter sido o que ficou gravado mais forte na memória ou o que ela realmente sentia falta. Beijos, abraços, sonhos e planos, esses ficaram esquecidos, não valiam mais a pena, não a interessavam mais.

As pessoas perguntavam e até cobravam um namorado, aquele discurso ridículo de que mulher só é realizada com um homem ao lado. Ela antipatizava com qualquer arranjo de encontro às cegas e vou-te-apresentar-o-primo-do-fulano-que-é-a-sua-cara. Ela tinha preguiça. De explicar que não queria qualquer um, que não estava desesperada, que gostava de não ter que dar satisfações, de poder viajar sem consultar a agenda de ninguém, e, principalmente, ela tinha preguiça de plastificar um sorriso no rosto e conversar amenidades com alguém tão entusiasmado quanto ela. Como tudo o mais na sua vida, ela não queria que fosse ensaiado. Ela sabia que iria encontrá-lo, só não sabia quando, nem como, mas tinha essa fé inabalável: ele também estava por aí, procurando por ela. Ela se sentia bem só de pensar que esse alguém já existia no mundo e adorava imaginar o que ele poderia estar fazendo e como seria quando se encontrassem, onde estariam, o que vestiriam. Parecia tão utópico que ela não contava pra ninguém. O seu maior segredo era ter tanto amor dentro de si, intacto.

Ela seguia sua vida. Trabalhava, estudava, era independente. Defendia as causas sociais porque sempre acreditou que o coletivo sobrepunha o individual. Saía, dançava, se divertia. Lia seus livros. Ia na academia, extrapolava as calorias, comprava roupas novas. Ela não tinha pressa, só vontades, não  se sentia como se estivesse faltando algo, mas na expectativa do que estava por vir, daquelas coisas intangíveis. Ela sentia falta de atenção, de um carinho furtivo, daquela mão para segurar a sua num passeio no parque no domingo à tarde, de alguém que a protegesse da chuva no caminho até o carro, ao sair de um restaurante, não porque ela não pudesse fazer tudo isso sozinha, mas pela gentileza da intimidade compartilhada. Ela não queria nenhum conto de fadas, loucuras de amor, nada desse tipo, isso só funcionava nos filmes, na vida real, o que importava eram as coisas mais simples. Ela acalentava seu coração com sonhos doces, gostava de pensar que um dia sua fantasia ganharia corpo e vida e enfim ela poderia conhecer aquele a quem ela já amava havia muito tempo.


*Texto antigo, anteriormente publicado n'O Caju, e agora remodelado.


(Só para esclarecer aos desavisados: o marcador 'crônicas' quer dizer que os textos são fictícios e não correspondem à minha vida pessoal)

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Ao amor que não é meu


Eu nunca soube explicar o que você é pra mim, acho que nem pra mim mesma, imagine pros outros. Ou pra você. Só não tem como negar, quando te vejo meus olhos brilham, se enternecem. Pensar em você me faz bem, me deixa nostálgica, incrivelmente das coisas que não vivemos, dessas possibilidades que não se concretizaram. 

Quando você me disse que estava apaixonado (por outra pessoa, não por mim), não me senti infeliz, nem mesmo por um segundo. Fiquei surpresa, claro, mas radiante. Se existe alguém que merece essa chama boa que é se sentir amado, é você. Me veio logo um sorriso, uma vontade que você fosse a pessoa mais feliz no mundo todo. Torci para que tudo desse certo, que essa pessoa fosse merecedora do seu amor e soubesse a raridade do que tem nas mãos. 

Espero que ela te carregue com cuidado, entenda suas inseguranças, esteja contigo quando você estiver de mau humor, tenha orgulho das suas conquistas, faça carinho na sua barba, ouça seus jazz e suporte seu cigarro. Espero mesmo que ela te ame com um coração leve, com um amor tranquilo, que só faz bem.

Não tenho nada contra ela, nem poderia. Como ter qualquer sentimento ruim por alguém que te deixa com um sorriso bobo? Tenho certeza que é alguém especial, com um brilho admirável e um espírito vibrante. Sempre a verei pelos seus olhos, pelo reflexo do que ela te faz sentir

Eu não desejo que esse amor acabe, de nenhuma forma te desejo algum sofrimento, queria que você fosse dessas pessoas que tem um amor pra vida inteira, que inspirasse aqueles filmes piegas da sessão da tarde. Mas não posso negar que tenho esperança que um dia você me ame assim, que a gente possa ser um amor na vida, na nossa vida. Que eu seja o motivo do seu sorriso, da sua saudade, de você postar fofuras tímidas na internet.

Tenho na minha mente todas as viagens que faríamos, os domingos de preguiça entre cochilos e carinhos, a surpresa que eu faria num dia aleatório, um jantar, uma dança praticamente sem mover nossos corpos, o dia em que me alegraria com uma vitória sua, um passeio à beira mar, uma ligação para contar uma boa notícia e até o sexo de reconciliação. Você não sabe, mas eu tenho um arquivo de fotos suas. Nossas. Estão todas salvas na minha mente. Tenho exatas imagens de momentos que nunca vivemos, mas estão nas lembranças de nós que eu gostaria de ter.

Você é pra mim inexplicável. Um amigo, um querido, um sonho bom, um carinho, um afeto, uma admiração, uma lembrança, uma alegria, um querer bem. Não faço exigências, não tenho expectativas nem ciúmes. Não é amor, não é paixão, não é nada que venha com rótulo. O que eu sinto nem tem nome, não precisa, está aqui dentro guardado. Não vai acabar, talvez mude porque nada é estático, mas quero cultivar essa beleza que guardo, pra te dar, hoje, amanhã, talvez nunca. Não importa, o que sinto apenas é, sem barreiras.

Só para esclarecer aos desavisados: o marcador 'crônicas' quer dizer que os textos são fictícios e não correspondem à minha vida pessoal)

quarta-feira, 4 de março de 2015

#vidafit

Minha vida ano passado foi um turbilhão e esse ano tenho tentado organizar algumas coisas, mas como é necessário ter foco, resolvi me atentar a três coisas: cultivar um estilo de vida mais saudável, com prática de exercícios físicos e alimentação balanceada, me organizar financeiramente para comprar meu canto e  voltar a estudar (concluir a monografia da pós e passar numa seletiva de mestrado). Quanto a esse último, admito não ter feito nenhum progresso, mas em relação ao primeiro já tenho tomado algumas atitudes (o segundo tá caminhando pra dar certo, veremos).

Em janeiro comecei a praticar bodypump, que é uma modalidade bem puxada, com várias séries de levantamento de pesos, remadas, arremessos e agachamentos, como se fosse musculação, mas bem mais dinâmico e divertido, já que as aulas são coletivas e os movimentos sincronizados com música (de ótima qualidade, diga-se de passagem). Descobri que adoro o bodypump e isso é inédito, todas as vezes que tentei ir pra academia era como uma obrigação, um esforço terrível e fatalmente eu desistia não muito tempo depois. Então, tô super animada por enfim ter descoberto algo que me dá prazer em fazer e onde eu posso perceber claramente o condicionamento do meu corpo evoluir. Vou à academia no mínimo três vezes por semana, mas em geral, consigo ir quatro (apenas numa semana consegui ir cinco!).

Comecei, ao mesmo tempo, uma dieta de reeducação alimentar, e com exceção do carnaval, também tenho evitado bebidas alcoólicas. Já perdi alguns quilos, só que ainda estou bem longe do que pretendo, mas meu objetivo é mudar meus maus hábitos, a perda de peso apenas faz parte do processo, não tenho pressa. Tentei fazer dança fitness, mas sinceramente dançar pararatimbum e a muriçoca soca soca não dá pra mim e desisti. Semana passada iniciei o pilates, mais por causa das dores na lombar e falta de flexibilidade, mas tenho que enfrentar algumas realidades:

- tô toda torta, com escoliose na lombar, coluna em s, mais um monte de problemas resultantes do sedentarismo de outros tempos, má postura e falta de ergonomia no ambiente de trabalho;
- não tenho praticamente nenhuma flexibilidade (todos os tendões são bem encurtados), o fisioterapeuta disse que pra ficar ruim ainda tenho muito que melhorar e que dificilmente serei uma pessoa realmente flexível (adeus, olimpíadas);
- não estou fazendo pilates fitness, mas em princípio o clínico, para correção dos problemas já citados;
- os exercícios são vagarosos e doloridos, mais como se fosse uma fisioterapia (o que é, de certa forma), mas tenho feito progressos; 

É claro que não vou reverter uma vida toda de sedentarismo em dois meses, meus planos são de médio/longo prazo. Pretendo continuar levando os dois, já que servem a propósitos diferentes, mas estou bem feliz porque é a primeira vez que realmente tenho curtido a prática de exercícios e isso, por si só, é uma vitória incrível. Quero envelhecer bem e ter saúde, os vinte anos daqui a pouco se despedem e preciso começar a cuidar do meu corpo com mais zelo. Não tenho intenção, muito menos interesse, de viver pra isso ou me tornar paranóica com alimentação, mas sim de dosar os excessos e equilibrar minha vida.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O ano que passou

Turbilhão, superação, aprendizado, intenso, sofrido, louco. São poucas palavras que resumem, ainda que de forma bem sutil. Acho que esse foi o ano mais puxado de todos, em que muitas vezes mal tive tempo pra mim. A mudança de Parnaíba para Teresina se arrastou por meses e finalmente saiu em março, me mudei para Teresina, mas ainda assim só entreguei a casa de Parnaíba em julho. Foi uma trabalheira reorganizar novamente meu espaço, reforma na casa de mamãe, uma dinheirama gasta em móveis novos, entre itens de decoração e tudo o mais, mas valeu a pena (embora já tenha acabado o espaço nas minhas prateleiras pra livros, já tô planejando como - e onde - fazer mais). A readaptação à cidade, reavivar amizades antigas, viver novas, o setor novo na UFPI, a receptividade, o trabalho chato e burocrático, tudo isso ao mesmo tempo. Já está mais estabilizado, mas é um processo que demora mesmo para se equilibrar.

Meu cantinho


A greve foi aquela loucura de sempre, mas com a experiência de compor, além do comando local, o comando nacional de greve, em Brasília, por 15 dias. Militei muito, revi amigos, tomei muita cerveja discutindo política, participei de várias manifestações, conheci pessoas novas, enfim, muito aprendizado em meio ao tumulto. É difícil transpor a realidade nacional para a UFPI, por n motivos, mas principalmente pelo atraso que é a consciência dos trabalhadorxs aliada à falta de trabalho de base do sindicato. É uma eterna disputa que nós não sabemos ainda quando vamos vencer, mas estamos aí tentando mudar de qualquer forma.

Greve dos TAES


Não tem como explicar o que foi a campanha eleitoral de forma exata. E sim, fui candidata à deputada federal. Tinha dias que acordava às 3h da manhã para panfletar em garagem de ônibus e quase nunca chegava em casa antes das 22h. Fizemos campanha em praças, escolas, gráficas, universidades, canteiros de obras, zona rural, várias cidades do estado, etc. No geral, tinha apenas um dia na semana pra me organizar ou descansar, mas não era sempre. Escrever e gravar os programas eleitorais também foi outro desafio, vocês não tem ideia do quanto é difícil denunciar e passar o programa do partido, de forma coerente e didática em poucos segundos, mas ficamos super felizes com os resultados. Quem quiser dar uma olhada, é só acessar a página do PSTU Piauí no Youtube. Nossos programas foram super elogiados e nossas aparições nos debates e programas de TV também.

É claro que não podemos deixar de levar em conta minha inexperiência, mas tenho consciência que me desdobrei e me superei em muitos momentos, ainda mais por ser uma campanha financiada pelxs próprixs trabalhadorxs, feita por nós, com apenas nossa garra e disposição, fruto de nosso esforço pessoal e coletivo em fazer algo diferente. Saí da campanha com a sensação de dever cumprido e um número de votos que superaram nossas expectativas. Ser candidata me fez aprender muita coisa, conhecer muita gente e também ser reconhecida.

Campanha Eleitoral


Outra coisa que também marcou o meu ano foi o lançamento da coletânea Blasfêmas - elas entre poemas e prosas, da qual orgulhosamente fiz parte. Há alguns anos conheci o produtor artístico e cultural Carlos Pontes, através da minha participação no blog O Caju, em que eu assinava uma coluna, convidada pelo meu querido amigo/irmão, poeta super talentoso, Ithalo Furtado (super indico os textos e os livro dele, gente!). A ideia de juntar escritoras piauienses num livro de prosa e poesia partiu do Carlos e dele também foi todo o empenho de conseguir grana pra lançar o livro, coisa que é bem difícil com a escassez de recursos destinados à cultura. O livro saiu em julho e, além de uma lindeza, também é um super orgulho. Mais: um sonho realizado. Teve um lançamento em Parnaíba, que por causa da agenda da campanha não pude comparecer, mas no dia 02/08, às 19h, na Livraria Entrelivros, foi o lançamento em Teresina e eu quase morri de amô, com tudo lindo e super caprichado, grande parte das autoras (são dez!), o organizador, minha família e amigos mais queridos presentes, muitos convidados, coquetel e champanhe, enfim! Um super incentivo pra levar a sério um hobby que me faz muito bem e que eu abandono de vez em quando, mas nunca largo, que é escrever. Quem sabe qualquer dia desses não saia um "filho" totalmente meu?

Lançamento Blasfêmeas


Fora as viagens da campanha pelo interior do Piauí e à Brasília, por conta da militância, e com toda a loucura do ano, não deixei de turistar, uma das coisas que eu mais amo fazer. Passei o carnaval entre João Pessoa e Recife/Olinda, conhecendo praias lindas, revendo amigos e aproveitando a cultura maravilhosa dessas cidades. Voltei à João Pessoa em dezembro também, por uns dias, nas férias e foi uma delícia, mesmo que rapidinho. Conhecer JP e suas praias me deliciaram com visões das mais espetaculares e a vontade de voltar é constante. Em dezembro também passei uns dias em Barra Grande (litoral do Piauí), velha conhecida, mas um dos lugares que eu mais amo estar no mundo, que me traz paz e me sintoniza com a natureza de uma forma maravilhosa. Outra cidade que tive o prazer de conhecer foi o Rio, que por mais clichê que possa parecer, é MUITO lindo. Não dá pra explicar, só é diferente de qualquer outro lugar que eu já tenha ido, só a visão panorâmica da chegada na cidade é de tirar o fôlego! Claro que fiz todos os passeios de primeira vez, Pão de Açúcar, Cristo, Lapa, praticamente não dormi os poucos dias em que estive lá, mas nem precisava. Também voltei em São Luís, que mesmo sendo vizinha fazia um tempinho que eu não visitava, então aproveitei o casamento dos queridos amigos (Felipe e Fernanda) para passear pelo Reviver e a orla da  Litorânea.

Viagens


Um dos pontos negativos do ano foi minha total falta de rotina e com isso, de disciplina no cuidado com alimentação e prática de exercícios. Sabe quando você relaxa totalmente? É claro que os resultados não foram bons, ganhei mais de dez quilos durante o ano e mais que isso uma indisposição terrível e um possível caso de refluxo, fruto dos excessos do final do ano e férias. Então, que uma das minhas metas pro ano é encontrar algo que eu goste de fazer e mudar certos hábitos que tem me feito mais mal que bem. Não quero me tornar obcecada com meu corpo nem nada disso, mas preciso ter uma qualidade de vida maior, me sinto sem nenhum condicionamento físico e não é mais todas as comidas que me caem bem. Daqui a pouco chegam os trinta, tenho que me cuidar.

Tive uma grande decepção esse ano com uma amizade, na verdade, não exatamente apenas com uma, mas de uma forma mais forte com uma pessoa que eu considerava demais e compreendi que elx não tem nenhuma moral ou princípio, que se for pra se dar bem e se safar, vai fazer qualquer coisa, inventar qualquer mentira e passar por cima de qualquer amizade. Fiquei triste, de coração partido mesmo, me achando boba, crédula e idiota por ter passado tantos anos sem enxergar quem de fato elx era. Chorei muito e me recriminei pela minha ingenuidade, mas também passei a compreender diversas coisas, a fazer uma releitura de vários episódios do passado. E no final, fiquei feliz em perceber que tinha pessoas ao meu lado para me ajudar a passar por aqueles problemas e compreender que não sou eu que estou errada por me entregar e acreditar numa amizade, mas quem se aproveita disso conscientemente, para se beneficiar em detrimento do prejuízo dx outrx. Não tem como não sair afetada, não repensar muita coisa, não aprender a ser mais cautelosa, ao mesmo tempo, não me tornei amargurada, tenho várias pessoas lindas e de coração bom para me mostrar que não é um erro me abrir para as pessoas, que muitas delas ainda valem pena.

Acho que não sei como explicar esse ano pela sua intensidade, principalmente. Descobri muita coisa sobre mim durante esse período. Nunca fui uma pessoa "normal", sempre contestei muita coisa, mas tem piorado/melhorado bastante. Então que cada dia mais me desvinculo de rótulos e fórmulas, me jogando em novas experiências e vivências. Tenho repensado muita coisa e acho que não me encaixo mais na maioria dos padrões. Os relacionamentos usuais não me satisfazem mais e acho que é muito difícil que eu vá fazer parte do time dos casados convencionalmente. Não tô criticando ninguém, gente, pelamor. Só que com as minhas experiências, vivências e estudos, é uma coisa que eu não quero mais. Ainda não sei bem o quero, acho que tenho que descobrir vivendo mesmo e com certeza ainda tenho muita coisa pra me livrar até chegar nessa resposta. Claro que quero me apaixonar, ter filhos e umx companheirx, mas acho que elx tem que tá também na mesma vibe que eu (bem essa que eu ainda tô descobrindo, hahahaha).

Então chegou 2015 novinho e cheio de dias que me trarão novas descobertas. Com certeza, dias felizes, de luta, de pequenas decepções, de surpresas, de tristezas, de preguiça, de ternura, de dificuldades, de milhões de sentimentos e facetas diferentes. Você quer vir comigo descobrir?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

.daquilo que eu queria te dizer.


"das lembranças que eu trago na vida você é a saudade que eu gosto de ter, só assim sinto você bem perto de mim... outra vez" (Roberto Carlos)


É tão difícil aceitar que tem um milhão de coisas sobre mim que você não sabe mais e que eu adoraria te contar, mas não posso, não mais. Você me disse que não consegue conviver comigo assim, de forma platônica, que suas prioridades mudaram e sua forma de ver o mundo também, desde sua experiência de quase-morte. Entendo, ainda que discorde de boa parte. Não acho que não saberíamos lidar, muito embora, no fundo saiba que seria sempre uma tentação, ali, ao alcance. 

Fico triste porque sinto sua falta, da sua amizade. Das conversas sobre coisas sérias e sobre besteiras também (na maioria das vezes). De você ser um dos amigos mais antigos da minha vida e de poder contar muitas histórias incríveis sobre a nossa amizade. Sinto falta de te ver depois de muito tempo e parecer que não passou nenhum minuto desde o último encontro. Sinceramente, acho que sinto falta até de brigar com você. Não foram poucas as vezes que discordamos e nos separamos, como que terminados da nossa amizade, mas sempre retomamos, depois de algum tempo ou de uma ou duas conversas difíceis, vinham as fáceis, bobas ou safadas, que provocavam risos e desejos, com aquela sensação confortável de familiaridade.

É verdade que tem muita coisa sobre mim que você precisaria reaprender, mas tem muito mais coisa que você já sabe, por experiência, conhecimento ou instinto. De uma forma ou de outra, sei que ainda iremos nos reencontrar, que seja mês que vem ou daqui a anos pouco importa. Não tenho restrições quanto à forma, aceitaria de bom grado àquilo que você estivesse disposto a dar.

Feliz aniversário, el diablo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Amigo Secreto da Laje 2014




Todos os anos, eu e um grupo de amigas blogueiras participamos de um Amigo Secreto muito especial, tenho certeza que vocês que vem aqui há algum tempo já conhecem o nosso Amigo Secreto da Laje. Essa foi a 5ª edição, quem diria!? Tudo bem o consenso foi de que esse ano tiveram algumas dificuldades inesperadas, que poderíamos ter interagido e nos dedicado mais, mas acredito que no final o carinho valeu muito a pena. Esse ano fizeram parte da nossa brincadeira as veteranas: eu, Lile, Ana, Anabel e Juliane (não puderam participar Dani e Bel) e foram colocadas no nosso time as novatas super queridas Quel e Lu.


 Tchan-ran!

Fiquei naquela pilha quem-será-que-me-tirou, mas claro que quase nunca acerto, não poderia ser diferente, passei bem longe da verdade. Ganhei um livro que estava na minha lista de desejados do Skoob (não é difícil me agradar, gente, rs) mais um copo bem legal e super útil que levei para o trabalho e já está me acompanhando na dieta (ano novo, vida nova!), além de um chaveirinho de luas bem bacana e super mimoso que eu adorei. Minha amiga secreta não economizou na fofura e também me mandou um licor de jabuticaba, que é típico da cidade dela, que é Jaboticabal (ainda não provei porque não quero que acabe logo, hehe).  Acho que assim ficou fácil saber quem me tirou, né?

A Lu, que mesmo às voltas com o casamento dela ainda teve tempo e disposição para tamanha demonstração de afeto e carinho. Adorei todos os presentes, sério mesmo, até a caixa é uma lindeza (e a minha prima queria pra ela como pagamento por ter me ajudado a mandar os presentes da minha amiga secreta, juro). Muito obrigada por toda a delicadeza, pode ter certeza que senti suas boas energias atravessando os vários quilômetros que nos separam!

O livro
Copo de porcelana
Licor
A cartinha *--*

Só não posso deixar de comentar a minha sorte, já que tudo veio assim, como a foto mostra, dentro da caixa, e por um milagre da natureza (que eu nem acredito, rs), nada veio quebrado. Ao embalar os presentes que mandei, coloquei tanto plástico bolha que achei que minha amiga secreta nem ia conseguir desempacotar! Não tenho uma experiência muito boa com os correios, vocês sabem.

Pois bem, já que tô falando da amiga secreta que eu tirei, deixa eu contar como foi que escolhi os presentes dela. Pensei em várias coisas e fiquei super indecisa entre tudo porque minha amiga secreta é uma pessoa super especial que estava precisando de muito carinho. Então, acabei optando por várias coisas, em juntar muitas fofuras, para espalhar por todos os cantos, em casa, no trabalho e lembrar sempre que aquilo era carinho, vindo de longe. Como ela adora itens de papelaria, juntei uma agenda Opinião linda, super artística, cheia de pinturas e poemas em todas as páginas, que eu uso todos os anos e adoro, com post-its com ímãs, bloquinhos de anotações, clips e um pen drive que eu tinha comprado pra mim e nunca tinha usado (afinal, nunca é demais). Só que não fiquei feliz e pensei em acrescentar algum livro legal e como sei que ela ama Ágatha Christie, fui à caça de algum livro dela que ela ainda não tivesse lido (praticamente uma missão impossível, acreditem). Além disso, como ela ama fotografia e está sempre nos presenteando com fotos lindas da cidade dela, acrescentei também no pacote cartões postais especiais e não vendáveis de pontos turísticos de Teresina, que ganhei por participar de um evento de fotografia. E como não podia deixar de ser, também mandei umas gordices piauienses, para adoçar a vida: cajuzinho (de caju), rapadura de caju, castanha (isso mesmo: de caju), cajuína (enfim!) e uma cachaça típica da região, a Mangueira. Fiquei muito feliz em ter acertado (de novo!) no presente pra Lile e de ter levado carinho e muitos sorrisos ao seu rosto, em meio à um ano tão difícil e dolorido. Ela contou todas as suas impressões sobre o meu presente aqui.

Entrega especial para Ouro Preto

Quem quiser saber também sobre as outras revelações, é só clicar:


Mais uma vez, meninas, obrigada por tudo, por me ouvirem, me apoiarem e estarem comigo durante o ano e por continuar, ano após ano, me mostrando quanta amizade a gente pode cultivar, ainda que de longe. Muitos anos de amizade, carinho e de amigo secreto para nós!

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