quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

.daquilo que eu queria te dizer.


"das lembranças que eu trago na vida você é a saudade que eu gosto de ter, só assim sinto você bem perto de mim... outra vez" (Roberto Carlos)


É tão difícil aceitar que tem um milhão de coisas sobre mim que você não sabe mais e que eu adoraria te contar, mas não posso, não mais. Você me disse que não consegue conviver comigo assim, de forma platônica, que suas prioridades mudaram e sua forma de ver o mundo também, desde sua experiência de quase-morte. Entendo, ainda que discorde de boa parte. Não acho que não saberíamos lidar, muito embora, no fundo saiba que seria sempre uma tentação, ali, ao alcance. 

Fico triste porque sinto sua falta, da sua amizade. Das conversas sobre coisas sérias e sobre besteiras também (na maioria das vezes). De você ser um dos amigos mais antigos da minha vida e de poder contar muitas histórias incríveis sobre a nossa amizade. Sinto falta de te ver depois de muito tempo e parecer que não passou nenhum minuto desde o último encontro. Sinceramente, acho que sinto falta até de brigar com você. Não foram poucas as vezes que discordamos e nos separamos, como que terminados da nossa amizade, mas sempre retomamos, depois de algum tempo ou de uma ou duas conversas difíceis, vinham as fáceis, bobas ou safadas, que provocavam risos e desejos, com aquela sensação confortável de familiaridade.

É verdade que tem muita coisa sobre mim que você precisaria reaprender, mas tem muito mais coisa que você já sabe, por experiência, conhecimento ou instinto. De uma forma ou de outra, sei que ainda iremos nos reencontrar, que seja mês que vem ou daqui a anos pouco importa. Não tenho restrições quanto à forma, aceitaria de bom grado àquilo que você estivesse disposto a dar.

Feliz aniversário, el diablo.

2 comentários:

Lara disse...

Gostei ...:)

Anônimo disse...

Lindooo, infelizmente a distância, física, às vezes nos torna esquecidos nas lembranças de pessoas, que são ou poderiam ser especiais em nossas vidas. Nossas escolhas podem nos afastar definitivamente do que poderia ser "um grande amor" ou "amizade" e o recomeço parece inviável, por não sermos mais os mesmos ou termos outros "sonhos", "amores" e "realidades". Mas é assim, a vida feita de "e se" é tediosa e sem perspectivas reais de sucesso. Afinal, "o homem não pode entrar no mesmo rio duas vezes"...